domingo, janeiro 15, 2017



como me amargura este janeiro, recordação da partida do meu pai. procuro impossíveis retornos...

🝋



um velho espantalho numa figueira nua, embora quase desfeito das suas vestes e palhas,  continua a imperfeição da sua criação. é por essência símbolo das conceptualizações do homem com a natureza. contudo e num outro plano, em vez do riso,  irradia já uma intensa aura fantasmagórica ao lugar. é precisamente este discurso de alteridade a partir da sua presença liminal entre estes dois mundos que este ser sinaliza....



a vida continua a impregnar-se de guerra. violência que mata o templo do não-sexo

*jim morrison, os mestres e as criaturas novas.

sábado, janeiro 14, 2017


fascinam-me estas plantas nos riachos a oscilar pequenas vidas...

sexta-feira, janeiro 13, 2017

LABORATÓRIO DE OUTROS SERES




enquanto escrevo pequenas histórias estes seres vão surgindo....

quinta-feira, janeiro 12, 2017

(leonmagazine)


"a sociedade portuguesa não quer conflitos. não quer agressividade. somos uma sociedade de consensos. precisávamos de ter tido um rito de passagem, necessário para nos fazer sair do salazarismo. em vez disso, antigos dignatários do regime tornaram-se dignatários da nossa democracia. há uma promiscuidade social em Portugal que faz com que todos sejam todos, que os homens de negócio sejam os homens políticos, que os homens políticos sejam professores universitários...é tudo igual. todos se conhecem"


José Gil, Portugal hoje - o medo de existir

quarta-feira, janeiro 11, 2017

DOS PASTORALISMOS....


perceber ou ter a lucidez que estas singulares formas de partilha e gestão colectiva dos territórios pastoris estão (ou estiveram) na base de quase tudo o que nos rodeia nestas terras raianas. o meu superior interesse não é o desaparecimento ou o fim deste modelo, mas as suas enormes virtudes. 

segunda-feira, janeiro 09, 2017

POEMÁRIOS



aqui está a manhã de janeiro
sob a rua da vila
iluminada por dentro
estendida ao longo das casas altas
por onde os sonhos se extinguem

uma faixa de sol orvalhada nos cumes
como uma serpente alongada
alguns itinerários rotineiros descendentes
caixas vazias
pensamentos cadentes extraviados
o som das botas triunfantes
danças por inventar
ontem não foi desperdicio 
todos os minerais no circulo interior     olhos fechados

*eddy chambino, águas descendentes. 2016


estranhas & sonhadoras

sábado, janeiro 07, 2017

CONTRA O FASCISMO SEMPRE....


o dia de hoje, embora triste e emocional, é por inteiro o do final sereno da vida natural para Mário Soares (92 anos), um dos portugueses mais influentes do século XX. as páginas da história da democracia portuguesa começaram a escrever-se com estes grandes homens, despertos por inteiro e cheios de uma forma de fazer política que está em completa extinção. Mário Soares, laico e republicano, um dos presidentes de Portugal que mais votos obteve, denominado "pai da democracia" ao que ele mesmo respondeu "vai chamar pai a outro"...fico com este "soares é fixe" e esse entusiasmo de seguir sempre em frente, em aliar-se com as fragilidades, com os movimentos anti-globalização, contra a guerra do Iraque, contra a troika....mesmo a sua incompreendida e falhada última candidatura, talvez tivesse alguma ideia interessante para o país que definhava....

gosto desta simplicidade em torno do acto de comunicar os festivais/eventos: "3 dias de paz e musica"..para quê tantas "textualizações", quando as coisas são tão simples...

ARTES


luminosas mãozinhas sempre na descoberta permanente dos mundos coloridos...