segunda-feira, junho 29, 2015

DIA DE S. PEDRO, O MILAGROSO DE ROSMANINHAL

S. Pedro, Rosmaninhal. 2012

 29 de Junho, dia dedicado a S. Pedro, o santo que fecha o calendário pastoril. durante o século XVIII, segundo documentação histórica, esta imagem era considerada milagrosa. 

FESTIVAL


domingo, junho 28, 2015

DEUS?


este deveria ser o símbolo da eterna luta contra a barbárie, a satirização da ideia de Deus, a mais sangrenta e horrível ideia de Deus, a mais frustrante oração alguma vez proferida no planeta, essa arrepiante frase: "matar em nome de Deus", haverá mais forças demoniacas  que os que operam a morte em nome de Deus? outros o fizeram em confusão divina (cristianismo), mas neste século XXI, com tamanha tecnologia e ciência evolutiva,   esta vontade de sangue é aterradora e vazia demais, é das mais profundas feridas que Deus poderia receber da humanidade....talvez seja mesmo o mais mortal golpe. e se Deus se fartar desta carnificina e escolher morrer também, de tristeza profunda?

JORGE PALMA NUMA IDANHA FILARMONICA...


sim gosto de ouvir Palma no seu piano, solitário, dialogante, dyliano (com álcool ou outras férteis vitaminas) mas o que ouvia nas pessoas que iriam assistir ao concerto (com a filarmônica idanhense no CCR), era tenebroso em termos musicais e artísticos. a maioria tinha na ponta da língua "ele já não bebe", mas que raio de estigma ou mera circulação dos velhos mecanismos de desclassificação vigoram? sempre isto, a procura mais doentia do defeito...será que ninguém viaja, se não, então que tédio ouvir coisas que o ouvido sério não ouve...e o artista não toca...

QUANTO VALE UMA IMAGEM?

(jack barnosky)

ao atribuirmos preços à fotografia caímos inevitavelmente na industrialização de uma das artes mais complexas da história da imagem. sempre temos a máquina vs o olho humano, mas quando a padronização se estabelece (casamentos, baptizados vs facebook) e ganha terreno em relação à verdadeira arte fotográfica, o perigo é iminente...onde é termina o mero olho industrial e começa o olho artístico....

TO MY FRIENDS....THE VALUE OF ART AND EVERYTHING ABOUT...(PERFORMANCES). DEIXEM-SE DE MERDAS, VAIDADES E PROTAGONISMOS, SÓ COM TODOS É POSSIVEL...


A TERRA LAVRADA E A RECEITA DA LONGEVIDADE


acto civilizacional e cultural tremendo, sem arados, sem fecundação da terra, provavelmente, muito daquilo que constituem as sociedades do mediterrâneo (e outras do planeta), conjuntamente com os seus rituais, seriam outra coisa qualquer. as práticas agrícolas tradicionais (mecanizadas ou não), a criação de gados em modos de pastoreio extensivo, impõem-se como modelos sustentáveis e equilibrados. é o único itinerário possível para termos um "terroir" de referência, com os seus produtos e as suas promoções verdadeiramente eficazes: queijo de cabra e ovelha com leites provenientes de  pastoreios extensivos e retornos dos modos tradicionais, horticolas que não tenham tamanhos desmesurados e acompanhem a sazonalidade (isentos da tal insipidez alimentar) com saber-fazeres tradicionais (isentos das práticas da agro-industria e consequentes químicos altamente agressivos para a saúde humana) enchidos que respeitem a temporalidade do fumeiro e da salgadeira, sem auxilio de "químicos conservantes", pão apenas e simplesmente com farinha, água e fermento (cozido em fornos a lenha), ritmos de vida pautados com os tempos de festa e de descanso, com musica, petiscos e vinho tinto (esqueçam os extremismo da medicalização da vida e divirtam-se, riam à farta e encham, façam deveras o coração explodir de alegria, celebrem a vida em permanência)...

sábado, junho 27, 2015

SABER-FAZER

xaile em linho bordado à mão. monfortinho. 2015


os saber-fazeres manuais abrem um vasto leque de oportunidades reais, possibilidades efectivas de valorizações imediatas no presente. temos que depositar neles e nos seus protagonistas todas as dimensões de destaque. acreditar  na possibilidade de gerar emprego a partir de programas verdadeiramente culturais, de partilha intergeracional. só assim é possível a tão desejada transmissão. ir mais além em termos das escolhas culturais, assentes em perspectivas emic (a partir de dentro), em espaços de criatividade e ideias próprias, desenhadas de preferência a partir do local. longe dessas mecânicas impostas pelos programas  de olhares quase padrão de tantas agencias de ideias gastas e duplicadas, na maioria dos casos sem qualquer conhecimento do "terreno". onde o que interessa é o preço, a tabela, o numero, as quantidades, a folha de excel e não as complexidades mais profundas dos problemas de cariz qualitativo e vivênciais. 

OLHAMOS À VOLTA



quinta-feira, junho 25, 2015

MEDITERRÂNEO


a oliveira e a figueira são árvores características de qualquer paisagem mediterrânica. adquiriram em muitos lugares símbolos oficiais. remetem-nos para práticas culturais muito interessantes, é precisamente à sua volta que se observam as marcas dos especialistas das podas, dos enxertos, da celeridade dos jeitos e restantes tratamentos. os seus frutos são absolutamente centrais em diversas economias locais, convocam sociabilidades importantíssimas. são também muito dessas paisagens cada vez mais distanciadas dos ritmos quotidianos, das lentas circulações pelos eixos/caminhos que as estruturaram enquanto paisagem humanizada. é urgente o retorno a estas práticas ligadas à "natureza", à terra enquanto mecanismo de enraizamento e fascínio. quase nesse sentido profundo do religioso, do incomensurável. sem isto, o que somos?  

ABISMOS


quarta-feira, junho 24, 2015

*


Ladislav Postupa (1929)


a tarde junto ao mar tinha a languida sombra de uma velha serpente. os milhares de sois iam contigo em ombros incendiados. os teus cabelos eram vapores e vento em silêncios minerais. vestias uma camisa clara parecida com a água dos oásis. eras tu pai?

para ti neste teu e meu dia tão sonhado. dia de S. João.

NOITE MÁGICA DE S. JOÃO


em pleno solsticio de verão, eis a mágica noite de S. João. provavelmente, o culto com mais efervescência popular em Portugal. pelas terras da raia, destaca-se o S. João de Rosmaninhal e de Monforte da beira. ambas com especificidades bastante singulares.

do cancioneiro local:

ó meu rico S. João
quem vos deu o borreguinho?
apanhei-o no deserto
quando vinha de caminho

segunda-feira, junho 22, 2015

domingo, junho 21, 2015

ACORDA, SACODE OS SONHOS DO TEU CABELO

(lucas cranach, eve)

a wake
shake dreams from your hair

*jim morrison

sexta-feira, junho 19, 2015

DE FESTA ISTO NÃO TÊM NADA...OU TALVEZ TENHA EM TERMOS SACRIFICIAIS...

(boston.com)

*apenas um animal em sofrimento absoluto, à beira da morte...

LUCIDEZ

(michael aurel fowler)


os únicos interessados em mudar o mundo são os pessimistas 
porque os optimistas estão encantados com o que há

*josé saramago

*

(moodboardmix)

“The Eyes of God”. Prohodna Cave, Bulgaria.

terça-feira, junho 16, 2015

BECOS D'IDANHA-A-NOVA


por este beco vamos dar à antiga e simbólica rua de S. Pedro. conjuga-se, pelas manhãs de verão e finais de tarde, alguma frescura das pedras com as sombras das casas. pelos aromas e alguma melancolia, tenho um particular gosto em percorrer estas ruas no Outono e no Inverno.

EM TORNO DO RIO PAIVA...

(geoparque Arouca)

um projecto muito interessante em torno do rio Paiva, no seio do geoparque de Arouca. 

segunda-feira, junho 15, 2015

ARQUITECTURAS RELIGIOSAS

(pedrascomemória)

 Paço de Sousa, igreja do Mosteiro de S. Salvador.

os elementos (proto) românicos (lua, sol, boi e figura humana) que constituem este portico são deveras enigmáticos. embora, com certeza decifráveis, são o reflexo daquilo que constituiu a expressão do pensamento medieval. outro dado de importância neste notável espaço, é a localização do túmulo de Egas Moniz.

domingo, junho 14, 2015

*

(camisole)

o vinho sabe dar à espelunca mais sórdida
um luxo miraculoso
e faz surgir mais um pórtico fabuloso
no oiro dos seus vapores
como um sol no acaso de um céu nebuloso

*charles baudelaire, les fleurs du mal. p. 141.

*

erik olson

*

Hiroshi senju 

sábado, junho 13, 2015

*

(bellaphoto)


I am the lizard king
I can do anything

VAN GOGH, VISTAS SOBRE PARIS...


(View of Paris from Vincent’s Room in the Rue Lepic, Vincent van Gogh
1886-1887)

VAN GOGH, VISTAS SOBRE PARIS...

View of Paris from Vincent’s Room in the Rue Lepic, Vincent van Gogh
1886-1887

BIBLIOGRAFIAS


terça-feira, junho 09, 2015

MIKE NESS...

DEDICATED A MR. DEMON (OR MACPHISTO, OR DEMONHO, OR BELZEBU, OR ANITHING ELSE ABOUT MINOR POWER). I HOPE IF YOU CAN...

QUEM QUISER OUVIR QUE OUÇA...

POESIA VS (RETORNO) FASCISMO


uma vez ouvi este poeta espanhol e fiquei extasiado pela dimensão de quem é dotado de um dom da palavra absoluto. naquela tarde foi para mim um messias e um homem que sabia como dançar/voar como um pássaro sem sentido neste mundo...um dionisius vivo...

a diferença neste Portugal tão autoritário (com passados poéticos tão profundos) que dá múltiplas existências a um espaço "grotesco" e sem sonhadores cada vez mais amplo. 










*



(no passado) porquê queimar as pessoas numa fogueira

(no presente) porquê desterrar a alma e o corpo das pessoas

és tu um ditador fascista do universo que não admites um anarquista ou um ateu em termos dos desígnios dogmáticos...que diferença faz se eu tiver dificuldade em acreditar?

*calculo que seja um problema dos homens e não teu...


UFFF....ESTÉTICA...


à pouco, finalmente consegui terminar a "Estetica" de Hegel. fiquei com a sensação daquela personagem do Eça, que depois de ter lido todas as enciclopédias das ciências durante meses, no final ficou com a sensação de nada ter lido. eu, pelo menos, ainda tenho a esperança de poder espremer o crivo com tempo....

DO MILAGRE DA MULTIPLICAÇÂO (DA VIDA)...

*DAQUI FALA QUEM SUBIU COM ZARATUSTRA...


quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar

*f. nietzsche

segunda-feira, junho 08, 2015

O HOMEM ATRÁS DA PORTA...


para além da letra de uma das musicas mais extraordinárias dos Doors, sobrevive toda uma estética inaugural de representação e de performance musical/teatral (Jim Morrison). penso sempre na presença de um icone com tamanha "visão chamanica" capaz de  notáveis metamorfoses das massas. incluindo todas as inversões de poder, serão agora completa utopia? como se chega novamente a estas performances tão dionisiacas? como se retomam estas forças da liberdade? pelas vias da musica e da estética artistica anarquista ou somos conduzidos ao circulo do eterno matadouro (espiritual, lembro-me sempre de H. Miller e da dialética da deambulação) ? 

*

(vicent van gogh, self portrait, 1887)

hoje, neste super dia, só poderia escolher um génio das cores cintilantes, da grande noite estrelada. um mártir da sociedade. aquele que antecipou todas as formas novas de olhar...

domingo, junho 07, 2015

*

(james nachtwey, Ruanda, sobrevivente de um campo de extermínio)

ser no lugar de ter,  é apenas o que nos resta, mesmo que seja uma resistência sacrificial perante todas as formas de aniquilação do individuo enquanto ser dotado com um pensamento próprio...


"NÃO VÁS TÃO DOCILMENTE NESSA LINDA NOITE"...O POEMA DITO POR ANTHONY HOPKINS.

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(outonismo)

hoje ao ver um filme de ficção cientifica (interstellar), dei conta que durante as aventuras de muitas explorações espaciais (ficção ou não) a poesia surge inúmeras vezes como parte integrante do espirito humano face ao desconhecido. cada palavra dita ganha uma dupla profundidade...
neste filme é utilizado um celebre poema de Dylan Thomas "do not go gentle into that good night"...


sábado, junho 06, 2015

MNE, ARTES DE PESCA


DOS PRIMORDIOS DA NATUREZA "SANTIFICADA"

(yousemite valey, EUA, wikimedia.org)



os parques naturais tem uma fértil e complexa construção história na sua gênese,  não são áreas que se valorizaram por si mesmas. tiveram a sua origem nos EUA por meados de 1864. hoje, com as lógicas cada vez mais preocupadas nos números,  nas graduações empresariais e promocionais, os problemas e as ameaças são completamente diferentes: exploração de recursos naturais, caça turística, promotores de diversas classes e cifrões, apropriações privadas, etc...

sexta-feira, junho 05, 2015

DA NOSSA HORTA ENCANTADA

um fantástico canteiro de salsa

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'essa hegemonia da identidade prende-se também com a indiferenciação  que é devolvida ao passado. fala-se deste como se fosse um continuum uniforme. as sociedades inventaram processos de fazer com que o seu presente seja a manifestação desse continuum. nós fazemo-lo, por exemplo, quando enterramos os nossos mortos: eles tornam-se melhores pessoas, esquecemos todos os atritos, porque queremos devolver-nos a serenidade e o equilíbrio e, assim, fazer com que tudo o que possa ter sido um presente de tensão e dor seja transmutado  num passado de harmonia e paz. os museus também o fazem.'

Joaquim Pais de Brito, Patrimónios e Identidades. a difícil construção do presente. p. 50, in Elsa Peralta e Marta Anico (coord.), Patrimónios e Identidades. ficções contemporâneas.

quinta-feira, junho 04, 2015

TERRAS ALTAS RAIANAS

Serra do Ramiro. Penha Garcia (Idanha-a-Nova). 2015