terça-feira, março 31, 2015

II CURSO LIVRE SOBRE RELIGIOSIDADE POPULAR. TARDES DOCUMENTAIS



na continuação das respostas ao significado da Semana Santa: 

- é sobretudo um património cultural (imaterial e material) polissémico;

daí todos os propósitos deste olhar particular de valorização que o município de Idanha-a-Nova lhe dedica neste II Curso. por outro lado e em alusão ao cinema documental, também nos remete para vários sentidos e olhares que provavelmente só a imagem (em movimento ou não) terá essa capacidade de problematização...

5. CELEBRAÇÕES PASCAIS. AO JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


(cont.)

- É um referente identitário para o grupo e o lugar
- É uma manifestação de fé
- É um espectáculo colectivo, artístico e profundamente sensorial

segunda-feira, março 30, 2015

4. CELEBRAÇÔES PASCAIS. AO JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


(cont.)

- é também uma manifestação da religiosidade popular
- têm muito de espectáculo público
- entre os seus principais participantes congrega variadas manifestações de prestigio social 

CELEBRAÇÕES PASCAIS. EM JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


depois de falar com alguém com um comercio local, uma das resposta é que é uma oportunidade de negocio.

domingo, março 29, 2015

3. CELEBRAÇÕES PASCAIS. EM JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÂO


O

afinal o que é a Semana Santa?

2. CELEBRAÇÔES PASCAIS. EM JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


G

num vasto e novelesco intercalar de significações, penso que ainda podemos dizer abertamente: as ritualidades é que definem e singularizam um povo.

sábado, março 28, 2015

1. CELEBRAÇÕES PASCAIS. EM JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


B

face ao calendário festivo e celebratório que se avizinha (triduo pascal e tempo pascal), vou aqui traçar ao jeito de um guia de observação, ora com alguns dos itinerários visuais e temáticos que suscitam essa mistura entre curiosidade, criatividade e reflexividade, ora aprofundando alguns aspectos mais teóricos e discursivos que sempre nos remetem para um campo alargado de opiniões.


quarta-feira, março 25, 2015

terça-feira, março 24, 2015

CADERNO Nº3 (ODE A HERBERTO HELDER)


Herberto Helder, o grande mestre das artes poéticas deixou-nos e partiu nessa nuvem alva, espessa de tantas coisas de março. o poema que transcrevo foi escolhido ao acaso, abrindo um dos seus livros que leio quase religiosamente (oficio cantante). artes mágicas ou não, quanto a mim, é mesmo e tão só a poesia que detêm esse dom de arrebatar-nos até ao mais profundo de nós mesmos, até à nossa alma.

Ω

a minha idade é assim - verde, sentada.
tocando para baixo as raizes da eternidade.
 um grande número de meses sem muitas saídas,
soando
estreitos sinos, mudando em cores mergulhadas.
a minha idade espera, enquanto abre
os seus candeeiros. idade
de uma voracidade masculina.
cega.
parada.
algumas mãos fixam-se à sua volta  


segunda-feira, março 23, 2015

DA NOSSA HORTA ENCANTADA


algumas culturas da primavera e a preparação da horta de verão...

sábado, março 21, 2015

ADUFE. MUITO PARA ALÉM...

(Igreja S. Juan de Amandi, Asturias)


nesta extraordinária igreja românica do século XII está esculpido este conjunto escultórico num dos capitéis. a representação da figura (feminina/masculino?) do lado direito remete-nos para alguém a tocar adufe. entendendo os elementos culturais enquanto conjuntos/padrões de significados vivos e dinâmicos, como é o caso do adufe nas terras da raia Idanhense, a minha percepção conjuga de imediato toda a experiência dos meus sentidos (ouvido e olhar) que este instrumento conecta. daí e quase na totalidade da sua importância (longe das ansiosas e doentias procuras da autenticidade) só me interessa essa fascinante possibilidade de o perceber como um todo vivo: os seus ritmos, as suas performances, as suas linguagens, os seus contextos vivos. por outro lado, também se destaca essa atenção e mestria dos artistas da época em fazer reproduções estéticas exactas com os gestos técnicos precisos. ou contrário de hoje, alguns dos ilustradores urbanos "cultuados", apenas lhes interessam o "umbigo" das cores, do traço, da montra, do cenário, do pano de veludo, enfim, do "boneco", esquecendo-se de todo um contexto vivo, dinâmico, onde as comunidades se revitalizam e se revêem. 

MEDULAS POR ACHAR...


michael hummel

Δ

sexta-feira, março 20, 2015

OCULTO


acontece este fim de semana em P. Garcia.

quinta-feira, março 19, 2015

UM ENCONTRO ECUMÉNICO EM MEDELIM (IDANHA-A-NOVA)


não deixa de ser notável que numa aldeia do interior do país se conceba um encontro desta natureza.

quarta-feira, março 18, 2015

(RE)PENSO LOGO EXISTO


lia um conjunto de publicações (el pais, jornal + suplementos), e num destes suplementos, numa sábia entrevista ao Nobel Vargas Llosa, finda com esta pergunta  de cariz filosófico: o que o inspira a celebre frase de Descartes: "só sei que nada sei"; imediatamente li duas vezes, será possível que nem o Nobel tenha reparado na confusão entre o que disse Descartes (penso logo existo) e o que disse Socrates (só sei que nada sei)...

segunda-feira, março 16, 2015

PELOS DIAS...

(horst p. horst)


ξ

o que se deve pedir no começo do crepúsculo
é um cântico de luz para a manhã seguinte

António Salvado, a flôr e a noite

*


@
aun: the beginning and the end of all things

domingo, março 15, 2015

quarta-feira, março 11, 2015

SIMBOLISMO DA EFEMERIDADE DA VIDA (E DOS SEUS PRAZERES)

El árbol de la vida, Ignacio de Ríos. 1653


 o momento efémero da curta duração da vida humana pela Terra ou em termos mais genéricos a brevidade do tempo terreno em conjugação com os seus prazeres, é das dimensões mais angustiantes e dramáticas da vida humana. pródiga de actividade ritual  (morte, culto das almas) que as sociedades rurais lhes dedicam:  " lembra-te ó homem que és pó e em pó te hás de tornar" "alerta, alerta que a vida é breve e a morte é certa". aqui, nesta pintura do sec. XVII, a representação simbólica do alerta para esta mesma brevidade está notavelmente brilhante, principalmente naquilo que é o detalhe da farta mesa onde está representada de forma satírica a nobreza da época e os seus prazeres. o alerta "sonoro" que a figura de Jesus Cristo alude, o pequeno demónio num trabalho técnico de astúcia em prole da hecatombe final, esse desfecho repleto de imprevisibilidade que o interromper da vida sempre deixa...  

terça-feira, março 10, 2015

segunda-feira, março 09, 2015

CADERNO Nº3


como um deposito de escombros em brasa, de pequenos encantamentos espinhosos, eminências de restos de sedas arcaicas, assim vou calcorreando as alturas deste pequeno caderno engalanado de nadas. palácio de intrahistórias. e assim me submeto a todos os ventos que trazem marcas de fábulas demasiado antigas.

sexta-feira, março 06, 2015

MISTÉRIOS DA PÁSCOA EM IDANHA

a semana santa no concelho de idanha-a-nova, tal como na maioria do extenso mundo mediterrâneo, é das celebrações religiosas mais importantes do calendário cristão. as comemorações centradas na Paixão, morte e ressurreição de Cristo, impregnadas de regras, códigos pre-estabelecidos e liturgias, são porém vivenciadas, experiênciadas e interpretadas de forma diversa, complexa e dinâmica por cada grupo, cada comunidade (imaginada). aqui reside, penso eu, precisamente a grande riqueza deste imenso património cultural, pois é justamente sob este imenso universo de significados vivos e dinâmicos, espelhos de religiosidade popular, que se ampliam alguns dos eixos das principais problemáticas (modos de participação/negociação  nestes universos simbólicos).


quinta-feira, março 05, 2015

DAS ABUNDÂNCIAS...


a melhor regra para cada situação é fazer aquilo que tu queres

*charles bukowski

quarta-feira, março 04, 2015

terça-feira, março 03, 2015

INFUSÔES....


o extraordinário assombra a toda a gente, o quotidiano apenas ao génio

j. wagensberg

segunda-feira, março 02, 2015

ANO EUROPEU DO PATRIMÓNIO INDUSTRIAL

*importantíssimo...
naquilo, por exemplo, que têm sido as definições dos projectos relacionados com o património geo(etno)mineiro. 

BIBLIOGRAFIAS


domingo, março 01, 2015

O INDIVIDUO NO TODO

(fotograma do filme Vilarinho das Furnas de Antonio Campos)

são muitas as vezes que nos questionamos sobre o lugar do indivíduo numa sociedade rural (anos 60). sabemos que ele deve a sua existência quase e apenas pelo colectivo, pelo grupo. um notável exemplo disto poderá ser mesmo a vasta obra do etnografo beirão Jaime Lopes Dias, nesta não surge nem uma referência individual, um nome que se tenha destacado ora pelos seus saberes, ora por qualquer outra eventual mestria. o indivíduo nestas sociedades rurais (anos 60/70), praticamente não existe, a não ser imiscuído no todo. este é um tema que me tem interessado ultimamente, pois problematiza a dimensão da diversidade, conjuntamente com as suas opacidades (normas, regras, gestos, símbolos).