terça-feira, agosto 18, 2009

(lens)

saddam...destroços de um ditador

segunda-feira, agosto 17, 2009

(izismile-fernando vicente)

um "olhar" metaforico do atlas da telúrica peninsula ibérica.
espantoso!!
(lovehaight)


celebrar os 40 anos do woodstock é celebrar toda a utopia de uma grande geração. seriamos capaz de repetir o mesmo slogan à escala planetária. era admirável ver milhares destes veiculos coloridos em musical digressão pelo interior do bélico iraque, afeganistão, etc. vamos extreminar a guerra de uma vez por todas. hippies, freakies...with a little help for my friends" (j. cocker)

WOODSTOCK 1969: O MITO

(foto El Pais)

alucinei esta madrugada com um documentário-filme sobre o mega e primordial festival woodsotck que passou na dois (rtp 2). terminou eram 4:30 da madrugada. deveras que fiquei surpreendido, pois a televisão portuguesa é folclore de manhã à noite. ou repetem, repetem e repetem...ou bajulam e bajulam e bajulam...

sábado, agosto 15, 2009


estou numa casa arrombada e totalmente escancarada para a grande noite e o relógio de parede há muito que parou. a barba cresce e acrescenta-me algum misticismo. a estrelinha dorme como um anjo no seio de um sofá semeado no universo dos sonhos. está calor e tenho vontade de ler henri miller. escolho o "Trópico de Câncer". a noite consome-se nesta cinza opaca. de vez em vez observo as estrelas cintilantes. um pensamento: um homem ainda pode observar as estrelas de borla. virão dias em que teremos que pagar cada piscadela de olho às estrelas a um euro (filhosdaputasurgemeestapalavradeimediato). continuo a ler henri miller e o feitiçeiro escreve "as pessoas são como piolhos: introduzem-se sob a pele e enterram-se lá. coçamos e coçamos até fazer sangue, mas não nos livramos permanentemente deles. aonde quer que vou as pessoas estão a complicar a vida. toda a gente tem a sua tragedia pessoal. já está no sangue: infelicidade, tédio, desgosto, suícidio... a atmosfera está saturada de infortunio, frustração, futilidade...coça e recoça, até não restar pele. no entanto, o efeito que isso exerce sobre mim é inebriante. agrada-me, em vez de me desencorajar ou deprimir. choro por mais e mais infortunios, por maiores calamidades e por fracassos mais estrondosos. quero o mundo todo destrambelhado, quero toda a gente a esgatanhar-se até à morte" (pp. 15-16). levanto-me e em silêncio aplaudo. ouço tom waits "chocolate jesus". eis-me no parapeito da mesa a escrever merdas. contos alucinates. poesias-cadaver. frases-moribundas.

sexta-feira, agosto 14, 2009

(Alexandra David-Neel, Magic and Mystery in Tibet, 1937.)



um livro alucinante...

DIÓGENES...

Diógenes de Sínope

deleito-me com este filosofo-feitiçeiro. é aterrador ler diógenes. diz-se que terá sido o primeiro anarca do mundo. conta-se que para além de viver dentro de um barril, deambulava pelas ruas em pleno dia com uma lanterna acesa à procura de homens verdadeiros. deixo esta sua máxima:

"A sabedoria serve de freio à juventude, de consolação à velhice, de riqueza aos pobres e de ornamento aos ricos."

(fonte: wikipédia)


transitos...

quarta-feira, agosto 12, 2009

(mcgregor)


apetece-me fundar novas religiões. novas sociedades secretas. conventos de poesia.
continuo na pele de um "super-vagabundo".

terça-feira, agosto 11, 2009

(goldstyles)



peregrino...

segunda-feira, agosto 10, 2009

(aegis)


pela vida a fora...

segunda-feira, agosto 03, 2009

(aégis)


abro uma janela...

sábado, agosto 01, 2009

(simpson)



retiro-me.
durante este mês voltarei a ser andarilho vagabundo...

yeee...

quarta-feira, julho 29, 2009

NOVAMENTE EDGAR ALAN POE...

(alberto vasquez)


as janelas abri de par
em par e logo vi entrar
esvoaçando agitado
um grande corvo
de eras primordiais


in E. Alan Poe, O corvo.

terça-feira, julho 28, 2009

(imaginarypirate)


"qualquer homem manda no seu criado, mas não manda no seu pensamento. é uma fatalidade, uma destas coisas absurdas, incriveis, que sucedem ao bicho homem: a linfa rebelar-se contra a torrente, a asa do milhafre contra o próprio milhafre, a luz contra o sol. para o homem domar o pensamento só havia um processo: escangalhar a corda da vida como se escangalha a corda de um relógio. mas dizem que a vida a Deus pertence. para que é que ele a quer? que lhe vale mais uma, menos uma, se tem tantas e todos os dias as malbarata ceifando-as antes da hora? mas, em suma, se a vida é como a parede na tapada dum rei que não há o direito de deitar abaixo, ao menos quem pudera subjugar o lobo-cerval, que mora lá dentro, de modo a não causar dano à comodidade da criatura?"

in Aquilino Ribeiro, Volfrâmio, pp. 211-212)


como admiro o aquilino?!?!?! o telúrico e cósmico feitiçeiro-aquilino...
(korridan)



do Padre antiquíssimo e seu iníquio império,
cuja lei os Eternos rejeitaram
dando-lhe um lugar a norte por morada
vazio, obscuro, de exilio e treva


William Blake, Primeiro Livro de Urizen, p. 21.

domingo, julho 26, 2009

ROSMANINHAL. OLHARES & ESCRITOS



(fotos, eddy. 2009)


tenho um especial carinho por esta extraordinária aldeia. aqui tenho os meus pais e restantes familiares que para sempre partiram deste efemero mundo. aqui nasceu o meu pai. sempre o ouvi falar desta aldeia com um brilho especial nos olhos. cedo compreendi o que é ser um rosmaninhense. quando aqui regresso encontro amigos. conversamos e bebemos umas belas cervejas. recordamos e projectamos futuros. definitivamente, amo a luz que esta aldeia projecta nos tardios entardeceres. os aromas desses campos e as suas rudes emanações. os selvagens-domesticados ruidos que se desprendem desse denso mato. tornam-se melancolicos quando a noite chega. quando a noite faz escurecer as casas e os rostos. mas é nesse crepitar que os alfabetos da amizade se acendem. como uma ténue luz de vela fazem iluminar o mundo de todas as solidões.

DIAS-LAGARTO



nestes dias-lagarto atravesso a luz do entardecer-laranja com o hálito cósmico...

"os espectadores são vampiros mansos/film spectators are quiet vampires"

in Os Mestres e as Criaturas novas, p. 51

sexta-feira, julho 24, 2009



jim morrison, o rei lagarto, disse: "I am a guide to the labyrinth".
(maura holden)


há dias tão dificeis que preciso do arco-íris, diz ele,
trato dos cortiços, as abelhas bruxuleiam no sono, fazem mel, o mel
alucina-me,
escurece-me

herberto helder, ou o poema contínuo, p. 102