quinta-feira, maio 31, 2018

ser médico é uma tarefa ingrata. quando é pago pelos ricos, corre o risco de ser considerado como um criado, quando é pago pelos pobres, um ladrão.

F. Celine

quarta-feira, maio 30, 2018

terça-feira, maio 29, 2018




transpor orgulhos de chama e de bandeiras

Rimbaud

domingo, maio 27, 2018

VITAM AETERNAM



o crucifixo (máquina de tortura), enquanto elemento central do cristianismo, é um dos maiores símbolos do sofrimento humano. ainda assim, a banalização chega a ser delirante....

MATO VELHO...DEMASIADO VELHO...

incredulo ouvi o secretário geral do PCP referir que este histórico partido está contra a eutanásia, parecia o discurso de uma direita conservadora, católica, sempre o estigma dos interesses e das formas de diálogo ou a astucia de um género de diálogo que nunca surge com quem sofre verdadeiramente, mas sim com quem delira em controlar tudo, até a vida...ou através da utilidade da miséria...nada escapa...depois surgem as textualizações ainda mais delirantes: "a eutanásia mata". aceitamos os símbolos do sofrimento humano, mas porquê que só os pobres , os mais pobres, morrem no mais completo dos desesperos, sozinhos, mal nutridos, abandonados e todas estas vozes politicas mediáticas terão sempre o melhor dos aconchegos e o maior dos funerais. enquanto acto de resistência terão sempre mais valor todos aqueles que decidam findar a sua vida terrena por sua própria vontade. 

valeria a pena de uma vez por todas ouvir as histórias verdadeiras a partir de quem as vive e não a partir desses "gabinetes de curiosidades" tão ultrapassados quanto a própria vida. tal como um velho proverbio africano dita: tão diferente seria se ouvíssemos as histórias a partir dos leões e não como sempre unicamente a partir dos caçadores....

sexta-feira, maio 25, 2018

BIBLIOGRAFIA LOCAL


"Elementos para um inventário da epigrafia portuguesa da Beira Baixa"

Joaquim Baptista



um exercício em torno das "pedras-objecto" e das colecções espúrias....

ELEMENTOS PARA A VALORIZAÇÃO DO CONCELHO DE IDANHA-A-NOVA. A NATUREZA (HUMANIZADA)


a natureza humanizada do território é para mim um dos eixos centrais e patrimoniais deste concelho. não através desses sentidos próximos de um "exotismo selvagem" ou nas ansiedades do encontro das procuras sempre perdidas de uma autenticidade.  pelo contrário, o que se destaca é a tremenda humanização destas paisagens e a necessidade de a compreender, enquanto marco de complexidades, numa longa duração. fundamentando-se numa enorme diversidade e heterogeneidade, estas paisagens rurais poderão ser hoje laboratórios de pensamentos críticos extraordinários...

terça-feira, maio 22, 2018

A'brego # parte meridional, aquele que é do Sul

("labrego" quiçá seja corrupção desta palavra)

ON THE ROAD


segunda-feira, maio 21, 2018

ARQUITECTURAS POPULARES. ROSMANINHAL


as possibilidades do uso e do alcance das tecnologias actuais inscrevem-se no escancarar de um amplo leque de metodologias à mão de semear quase imediata do investigador. na imagem, um núcleo urbano de Rosmaninhal, com a sua configuração histórica própria, visível nessa economia de formas de casarios simples. onde os anexos dedicados aos animais se vão degradando. sinais de usos e costumes cuja funcionalidade já foi anulada. Rosmaninhal teve ao longo dos séculos, face ao seu posicionamento geográfico e orográfico (Sudeste da Beira Interior) essa ancestral ligação aos animais de trabalho e de pastoreio.

domingo, maio 20, 2018



doçura tens bastante que ainda os fira

Jorge de Sena
A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita

M. Gandhi



acredito que esta máxima se aplica à grande generalidade das situações que vivemos neste mundo cada vez mais esquizofrénico. a cultura do êxito imediato onde só alguns acedem por vias abreviadas e favorecidas. a negação permanente das ideias alheias, a anulação da voz contrária. não me admira que o futebol seja o espelho deste mal-estar social. temos assistido a um riquismo soberbo: carros, estilos de vida, sucessos. e raramente se mostra a dor, o cansaço, o fracasso, o luto, o fim...como é que se lida com os que nunca ganham, com os que nunca são favorecidos, com os que trabalham com suor, com os que estão silenciados....

quinta-feira, maio 17, 2018

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS


por este dia, por toda a Europa, os museus reforçam os seus programas e os públicos revisitam os museus. este ano com o tema "museus hiperconectados" e por estas partilhas, o território-museu amplia-se, metamorfoseia-se em imaginários....


quarta-feira, maio 16, 2018

ELEMENTOS PARA A VALORIZAÇÃO DA VILA DE IDANHA



a ruina do respetivo castelo com o imprescindível olhar para os horizontes raianos, com os seus contrastes naturais e paisagísticos, onde a linha natural da escarpa impõe essa divisão em termos geográficos e ambientais entre um Norte e um Sul. aqui tem-se essa introdução plena ao território, seus traços definidores que lhes dão expressividade e diversidade, essa lição prática do olhar. deste promontório continua-se a sonhar...

terça-feira, maio 15, 2018

PATRIMÓNIOS ASSOCIATIVOS. PARTILHAS. CENTENÁRIO C.U.I


Enquadrado nas celebrações do centenário do Clube União Idanhense, em 16 de Junho de 2017, o antropólogo Luís Maçarico foi o orador convidado para apresentar o tema em redor dos patrimónios associativos e suas valorizações. 

No apoio esteve uma partilha associativa entre a Raia Gerações, a instituição centenária e o Município de Idanha-a-Nova. 

Deste encontro resultou este artigo publicado na revista da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (nº5), com o titulo "O meu olhar sobre o Associativismo". Titulo da comunicação apresentada na tertúlia, integrada nas comemorações do centenário do Clube União Idanhense, no Centro Cultural Raiano.

"Considero que o concelho de Idanha-a-Nova ganhará um novo polo de atracção, quer para os residentes, quer para os visitantes. Nele se evidenciará o valor humano, que ao longo de um século se reflectiu no Club União Idanhense, enquanto microcosmos deste território da Raia. Sendo uma terra que salvaguarda o seu Património, Idanha merece tudo aquilo de bom que o Futuro reserva para esta e todas as suas colectividades."

Luís Maçarico, antropólogo

ELEMENTOS PARA A VALORIZAÇÃO DA VILA DE IDANHA-A-NOVA

rua da Corredoura/actual rua Vaz Preto. 2018

O centro histórico desta vila apresenta-se com aspectos arquitectónicos e urbanísticos  extraordinariamente ricos e simbólicos: palácios, capelas, igreja matriz, fontanários e restantes arquitecturas vernáculas. intrincado nas configurações deste singular núcleo podemos reter leituras bastante elucidativas da história desta vila raiana. Começando pelas ruínas do castelo, restando apenas a base da torre de menagem e uma suposta calçada de acesso. Este castelo foi mandado construir por Gualdim Pais, em 1187, quando esta vila se encontrava na posse da Ordem do Templo. Foi sucessivamente alterado com obras de melhoramentos.


*Cont.

segunda-feira, maio 14, 2018

diz o repórter da RTP face à festa "hollywoodesca"que estaria a acontecer junto ao rio: está aqui a primeira linha da sociedade portuguesa....

o que isto quer dizer? onde ficam arrumados os da última linha? atrás das barreiras, a ver passar as vaidades...com os seus vestidos e as suas jóias...como eloquentemente dizia John Lennon num memorável concerto: "as pessoas dos lugares baratos abanam as mãos e as restantes apenas abanam as jóias"....

sábado, maio 12, 2018

ELEMENTOS PARA A VALORIZAÇÃO DO CONCELHO...


na continuação, a ser verdade a data inscrita neste fontanário (1590), ou mina como localmente lhe chamam, este histórico lugar de águas curativas (balneário) data do remoto sec. XVI. nas restantes datações, essas sim autenticadas nos próprios edifícios envolventes, 1904 e 1924,  demarcam as sucessivas alterações que em torno do lugar se foram fazendo: melhorias das condições de acesso aos banhos. ainda assim, merecia outro tratamento...

quarta-feira, maio 09, 2018

ELEMENTOS PARA A CARACTERIZAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA VILA DE IDANHA-A-NOVA


fonte da Sª do Almortão, encontra-se em torno deste espaço sagrado e cumpriu um século em 2004 (1904). ao redor desta ermida existem referências históricas ligadas a um antigo balneário de águas curativas. tudo isto só por si já seria mais que suficiente no lugar  da reinvenção de novos símbolos na paisagem envolvente. o que veio a aportar ao espaço a mega-silhueta em chapa  da "velhinha com o seu adufe"...praticamente nada, a não ser para alguns egos...talvez ainda se pense em termos patrimoniais como se pensava no século XIX...onde o valor da materialidade e da monumentalidade se sobrepunha na totalidade aos olhares da pequena escala...