sexta-feira, maio 22, 2015

*

Jochen Dehn at Galerie Crèvecoeur, Paris

quinta-feira, maio 21, 2015

PATRIMÓNIOS DA RELIGIOSIDADE POPULAR. NICHO DE ALMINHAS

Valezim. Serra da Estrela. 2014

O FARDO TEM SEMPRE UM SÓ SENTIDO...


(bostonglobe, peter macdiarmid)


em Itália confrarias de pescadores marcam os seus mapas com caveiras para não atirar as redes naqueles sítios, onde se sabe que naufragaram (imigrantes). cansados de pescar corpos em decomposição, às vezes quando recuperam algum, encontram uma pequena bolsa de plástico hermeticamente fechada no bolso das calças ou do casaco. e então esse corpo passa a ter um nome, uma identidade e também, às vezes, sua família logra tomar conhecimento da sua morte.

*Pablo sanz, que hacemos con las fronteras.

quarta-feira, maio 20, 2015

segunda-feira, maio 18, 2015

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

pastor-artista António Martins "Cacarne". torre sineira de Idanha-a-Nova. 2009

*poderiamos pensar com seriedade na razão do esvaziamento destes conhecimentos  e nas suas supostas mais valias em termos de uma reconversão patrimonial, com moldes mais humanos e identitários. provavelmente se fixassem outros postos de trabalho e as universidades começassem a olhar para estas artes populares e estes conhecimentos (mestres dos saber-fazer) de outra forma. por outro lado, estaríamos a potenciar duplamente um desenvolvimento sustentável.

sábado, maio 16, 2015

PEQUENAS (GRANDES) HISTÓRIAS...



21 abril de 2011, aconteceu numa aldeia da Rioja. durante a procissão da Semana Santa.


uma multidão acompanhava calada o Passo de Jesus Cristo e dos soldados romanos que o iam castigando com chicotadas. em silêncio, absoluto silêncio, até que uma voz rompeu o silêncio, sobre os ombros de seu pai, Marcos Rabasco gritou a Jesus:

- Defende-te...defende-te...
Marcos tinha 2 anos, 4 meses e 21 dias de idade e esta história chama-se "o indignado".



*Eduardo Galeano, los hijos de los dias


UM DIA...UM DIA...




ARTE

(darren almond)

um dos melhores artistas (visuais)...

sexta-feira, maio 15, 2015

(APA) ASSOCIAÇÂO DE ANTROPOLOGIA, III FORUM


ASTROS SEM TUDO...

(lefonce)


apetência para as aventuras longe do conhecido

*rimbaud

quinta-feira, maio 14, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

BIBLIOGRAFIAS LOCAIS


mais um interessante trabalho, nos domínios das religiosidades locais, da investigadora regional Drª Maria Adelaide Salvado. relativamente recente, embora ainda não me tenha adentrado nas suas páginas, deixo aqui todas as atenções e proximidades para estas propostas de leituras locais. também uma nota de extrema importância para os notáveis apoios e cuidados que o município de Idanha-a-Nova dedica a estas realidades patrimoniais.

EMBRULHOS


em frequentes encomendas que normalmente faço recebo embrulhos com características muito próprias, ao ponto de os guardar ou "coleccionar"... 

ARTE

(robin wight)

espantosamente mágico

terça-feira, maio 12, 2015

segunda-feira, maio 11, 2015

BIBLIOGRAFIAS


*leituras importantes

UM POEMA

(jian chong min, bottle brush trees)


*

como a agua do rio cintila tanto
enovela os centros destas vozes já prenhes  das totalidades do verão
adquire vigor em tudo
só as palavras se revelam desnecessárias 
lábios que rebentem
sem tempo
nus
mortos
sempre feridos de ímpetos 

sabemos que tudo acontece por dentro da turva água pura
rio que corre
que cintila as idades solares
vozes
acto que emprenha
outra vez, o vigor em tudo


*eddy chambino, III livro - 2014

domingo, maio 10, 2015

OFICIO DA QUIETUDE

(morsomnicommunisest)


*respirar relâmpagos

A TODOS OS QUE OUSAM SONHAR...

WOMAD 2015. UM FESTIVAL, UMA CIDADE (CACERES)...


tenho um gosto especial por estes festivais (Sines idem) que acontecem no centro da vida social de uma cidade (centros históricos). penso que é das mais extraordinarias formas de viver o presente do património e das suas acrescidas valorizações. as pessoas que habitam estes espaços e estas cidades saem duplamente valorizadas e é espantosamente bonito...

sábado, maio 09, 2015

SOBRE OS NOVOS IMAGINÁRIOS GEOESPACIAIS

(berenice abbott)

o espaço passa a medir-se em tempo

m. augé

***
é precisamente por consequência que se formulam os discursos a partir da periferia em tentativa de relativizar as distâncias em relação aos grandes centros económicos.



OS NADAS...

sexta-feira, maio 08, 2015

MATÉRIAS QUE GUARDO EM MIM, SONHOS...

Detail From An Ottoman palace-quality silk and metal-thread embroidery, 
Turkey, early 19th century (laclefdescoeurs)


sexta-feira, maio 01, 2015

"PARA LÁ DO MARÃO MANDAM OS QUE LÁ ESTÃO" (O EPITÁFIO É APENAS FIGURATIVO)

(twogermanys)


ao equacionarmos a experiência complexa e subjectiva vivêncial nestas remotas terras raianas do interior do país, extensissima Ibéria Antiga e mediterrânea, surge (pelo menos em termos de esperança) essa possibilidade telúrica, de viver em conexão com as temporalidades cíclicas, com esse sentido do colectivo num encadeamento de memória, nos quotidianos e nas festividades. daquilo que um calendário anual projecta e torna matéria de sonho, imaginação, criatividade e espera. o que comemos é espelho de isso mesmo, comidas sazonais, comidas rituais, aspectos particulares e colaterais dos modos lentos e pausados (slowfood), dos conhecimentos de proximidade "emic" (por dentro). as dimensões sonoras (lo-fi) da natureza, dos animais, do sino, das vozes, do precioso silêncio da noite, enfim, das imaterialidades expandidas e sempre reinventadas. ao contrário, num extremo oposto, estão os modelos urbanos de muitas metrópoles, vivem em demasia o individual, o narcisico presente anulado das continuidade históricas do passado, motores e combustões da máquina televisiva e dos seus desenhos expandidos e estilhaçados em programas de variedades quase imperialistas (a variedade é só aparente) agora multiplicados a escalas impensáveis, com suas próprias legiões de "profetas" do consumo emergente e reinante com formulas cada vez mais eficazes ("ganhe, marque, aponte, não custa nada, é fácil...."o pessoal lá em casa gosta")  que se expandem como epidemias por todo o país, incluindo também neste interior "silêncioso". numa destas ocasiões observei como organizam e impõem estes modelos, exigindo e manifestando autoridade cultural, desenhando acção e texto, manuseando os saberes consoante os jeitos e os propósitos  das modas e as formas do olhar, jogo e teatro televisivo. é a folclorização dos conhecimentos e das práticas, a saturação da repetição, a coisificação dos sujeitos meramente como objectos de promoção turística. daqui à mera vulgaridade é um passo, trazendo à posteriori o esquecimento dos elos fundamentais e identitários, justamente pela banalização das qualidades locais e regionais. os resultados podem ser catastróficos, pois o momento costuma ter uma duração efémera e mediática. finda a encenação da "telerealidade" tudo volta (ou não, por vezes tudo se altera) ao adormecimento das pautas quotidianas, pelo menos para a grande maioria. face a um consumismo extremo, tudo parece tão óbvio, tão artificial, tão plástico e ao mesmo tempo tão desnorteado. pois nestas grandes metrópoles deambula-se, não se sabe para onde ir e o que fazer, são os mecanismos do desperdício da criatividade, pautados unicamente pelas escalas mediáticas dos mesmos modelos televisivos consumistas.  haja a coragem, o (super)deslumbre visionário de impor ao contrário as leituras e os olhares, exigir a esses modelos televisivos que respeitem as diferenças, temporalidades e as acções, os actores e as suas performances, os lugares e os silêncios, as vozes e as sonoridades próprias de cada lugar, as encenações e os gestos da espontaneidade, a ingenuidade da alegria e a verdadeira festa dos lugares, pois é a única forma de nos protegermos contra os mecanismos da devastação cultural, traduzidos  pela homogeneidade plástica televisiva (no sentido de uma abundância dispersa). mas também, reconhecer com lucidez que só assim é possível a experiência real da diversidade cultural.

quinta-feira, abril 30, 2015

quarta-feira, abril 29, 2015

BIBLIOGRAFIAS LOCAIS


o tempo metereologico nas sociedades rurais foi ao longo dos tempos apropriado e traduzido de forma muito particular, ora pela sua imprecisão, pela sua dimensão de risco para a agricultura e afins.  reveste-se, portanto, de um conjunto de singulares alfabetos dignos de serem estudados e salvaguardados. nas bases da sua organização está todo um valioso corpus de lendas, superstições e inquietudes.

assim, este livro da investigadora da região, Drª Maria Adelaide Salvado, torna-se numa obra preciosa para o entendimento, decifração e valorização deste património imaterial já tão difuso...

terça-feira, abril 28, 2015

A VOZ DO AMO...

(joan rabascall)

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segunda-feira, abril 27, 2015

domingo, abril 26, 2015

A PROPOSITO DO FUTEBOL...


"Um famoso técnico português foi assassinado -
toda a paixão, a sedução e a corrupção do mundo do futebol"

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sábado, abril 25, 2015

25 D'ABRIL

(galeria valle orti)

*talvez estejamos à procura de uma "ressurreição democrática"

quinta-feira, abril 23, 2015

VIVA O BODO DE MONFORTINHO. FESTA E DÁDIVA (2015)


o Bodo em louvor da N. Sª da Consolação em Monfortinho (em conjugação com o Bodo de Salvaterra do Extremo) são celebrações com notáveis aspectos culturais e identitários. trata-se de festividades que comportam e assentam sobretudo nessa componente de gasto. a comida ritual ocupa uma centralidade quase absoluta, é em torno dela que tudo se organiza e se esclarece (e se complica). aqui neste amplo espaço da aldeia, os símbolos e as memórias ganham corpo, o fogo acende-se e as panelas borbulham aromas das essências das carnes caprinas, receitas e linguagens locais. estas remotas práticas alimentares associadas aos eixos de sociabilidades comportam contornos e importâncias  patrimoniais impares para o concelho e a região. 

quarta-feira, abril 22, 2015

*BIBLIOGRAFIA


*obra fundamental para reflexão destas problemáticas tão actuais (território, fronteiras, imigração, refugiados, nacionalismo...)

QUEM TIVER OUVIDOS QUE OUÇA...

(george valdez)


|Jesus| 

crer na sua grandeza mesmo na hora mais atroz da sua humilhação

*g. papini

segunda-feira, abril 20, 2015

UMA ORAÇÃO MAIOR QUE O MUNDO...

(boston)

mais 700 vidas humanas a somar aos 4500 nos últimos 15 meses. e isto não é uma forma de  genocídio?

DO TERRENO...

*

terça-feira, abril 14, 2015

NERVURAS DA NOITE...

(neighborhood)


quase sempre alcanço as nervuras da noite com profundas leituras. são quase sempre impulsos ou voos iniciáticos, ao jeito da procura de uma antropologia para além dos conceitos "industriais". mas nem sempre resultam ser proveitosos, além do mais, são amiúde cansaços, longos cansaços...

domingo, abril 12, 2015

PELOS NAUFRAGOS...

(aurelia)


uma vez em Lisboa cruzei-me com um dos maiores poetas portugueses, M. Cesariny, foi numa homenagem ao Herminio Monteiro (um dos maiores editores portugueses, Assirio & Alvim) e nessa metafísica imediata e perigosa ouvi as suas palavras limpas: estou aqui hoje tal como um naufrago estaria no meio dos destroços do seu navio naufragado...

sábado, abril 11, 2015

*


e o antropólogo Claude Levi-Strauss detestou a Baia de Guanabara
pareceu-lhe uma boca banguela


OBJECTOS MISTERIOSOS

(void)

quarta-feira, abril 08, 2015

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(imnotwordy)

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FOTOGRAFIA

(steve mccurry)

ψ

O "TERRENO DOS RITUAIS"

Segura (Idanha-a-Nova). Procissão do "Encontro". 2015

terça-feira, abril 07, 2015

II CURSO LIVRE SOBRE RELIGIOSIDADE POPULAR


02 de abril (quinta-feira santa). durante o painel da manhã: Dr. Catana (moderador), Drª Adelaide Salvado (geógrafa) [as fontes de S. Pedro de Vir a Corça]  e Dr. José Pedrosa (Literatura Comparada, Universidad Alcalá, Espanha) [oraciones, conjuros y ensalmos en España e Hispanoamérica]

*

(alfred kubin)

segunda-feira, abril 06, 2015

NA NATUREZA...

(Рубинштейн Дмитрий)

esquecemos muitas vezes que na natureza não há distinções. todos por igual tem direito ao sol, à chuva, ao frio, ao calor, à névoa, à neve. as mesmas ervas selvagens são colocadas na mesa do rico e do pobre. isto deveria ser um ensinamento. 

domingo, abril 05, 2015

TRIDUO PASCAL. LIÇÃO



muitas são as lições (conselhos/orientações/reflexões) que podemos aprender das celebrações referentes ao "triduo pascal" e ao actual "tempo pascal". destas, escolhi uma com uma intensa carga simbólica e ao mesmo tempo com um  actual e absoluto sentido pragmático, provavelmente uma das criticas mais lúcidas ligadas às históricas representações dos poderes, conjuntamente com as suas graduações e de certa forma com a sua dose utópica no que diz respeito às inversões dos papeis sociais. 

terça-feira, março 31, 2015

II CURSO LIVRE SOBRE RELIGIOSIDADE POPULAR. TARDES DOCUMENTAIS



na continuação das respostas ao significado da Semana Santa: 

- é sobretudo um património cultural (imaterial e material) polissémico;

daí todos os propósitos deste olhar particular de valorização que o município de Idanha-a-Nova lhe dedica neste II Curso. por outro lado e em alusão ao cinema documental, também nos remete para vários sentidos e olhares que provavelmente só a imagem (em movimento ou não) terá essa capacidade de problematização...

5. CELEBRAÇÕES PASCAIS. AO JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


(cont.)

- É um referente identitário para o grupo e o lugar
- É uma manifestação de fé
- É um espectáculo colectivo, artístico e profundamente sensorial

segunda-feira, março 30, 2015

4. CELEBRAÇÔES PASCAIS. AO JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


(cont.)

- é também uma manifestação da religiosidade popular
- têm muito de espectáculo público
- entre os seus principais participantes congrega variadas manifestações de prestigio social 

CELEBRAÇÕES PASCAIS. EM JEITO DE UM GUIA DE OBSERVAÇÃO


depois de falar com alguém com um comercio local, uma das resposta é que é uma oportunidade de negocio.