terça-feira, novembro 24, 2009

(essendemme)



quando eu morrer batam em latas,
rompam aos saltos e aos pinotes,
façam estalar no ar chicotes,
chamem palhaços e acrobatas!

que o meu caixão vá sobre um burro
ajaezado à andaluza...
a um morto nada se recusa,
eu quero por força ir de burro.

paris, 1916

mário de sá-carneiro

3 comentários:

sapito disse...

Companheiro,os Trovante,saudosos no seu todo,fizerram um arranjo destas palavras que é genial...
Abraço.
o Sapito.

Eddy Nelson disse...

"gracias" pela dica...


um abraço

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

quando eu morrer quero o mesmo ...
depois ficarei no ar para sempre ...
Abraço, EddY