domingo, novembro 22, 2009

PATRIMÓNIOS PASTORIS II


depois de ler este admirável trabalho do antropólogo vasco teixeira, autor de um dos trabalhos mais completos sobre "as práticas alimentares do fundão", remeto para este mesmo seguimento antologico este texto verdadeiramente fundador e esclarecedor da realidade pastoril deste território anteriormente referido (tres povos-salgueiro (fundão-cova da beira). leia-se com todo o sentido de urgência...

2 comentários:

Anónimo disse...

Eddy:
O que é que entendes por "este mesmo seguimento antologico este texto verdadeiramente fundador"?
O texto do Vasco não foi incluído na pequena antologia (que por certo teve autores)por uma simples razão: quando esta saiu ainda não tinha sido editado.
Quanto a textos fundacionais, que raio de designação, o próprio Vasco, com quem colaborei em muitas ocasiões nomeadamante na exposição que esteve na origem desse interessante texto, sabe que esse atributo não corresponderá à verdade. É uma visão, pessoal, que pode ser ser entendida como mais um significativo elemento bibliográfico «esclarecedor da realidade pastoril deste território anteriormente referido (tres povos-salgueiro (fundão-cova da beira)», uma realidade muito maism complexa e rica do que o texto deixa antever. Aproveito para te comunicar que o próximo caderno apresentará uma cronologia da investigação pastoril efectuda no concelho nos últimos dez anos. Nomeadamente do que, verdadeiramente, significou para a investigação antropológica e histórica das pastorícias fundanenses, a começar pelas dos Três Povos, a "invenção" do Museu da Pastorícia, situado no Salgueiro e presente na museologia regional vai para mais de uma década. Os seus gestores, os seus investigadores, os projectos e os dinheiros gastos, os seus silêncios e os seus abandonos, as faltas de respeito para com a cultura local, as realções entre comunidade e investigação..., etc, etc,etc merecerão uma atenção particular. É mais um elemento bibliográfico para a causa pastoril agora sobre ourros protagonistas: os agentes de partrimonialização e as suas contradições.
abraço e aparece
pedro salvado

Eddy Nelson disse...

amigo pedro, quando refiro "texto fundacional" foi apenas no sentido metaforico e não na verdadeira acepção da palavra, pois bem sei que nestes dominios da cultura pastoril falar em textos fundacionais é uma mera ilusão. esse "sentido fundacional" que refiro em relação a este texto do vasco é no sentido em que ele inscreve um determinado tempo e a sua respectiva mudança social associada, conota uma determinada pastorícia que identifica as especificidades de um território. quanto à cronologia que referes para um proximo caderno temático, penso que é um tema aliciante, aliás, estes mesmos cadernos temáticos têm demonstrado um extraordinário volume de trabalho que centraliza e destaca o projecto do núcleo museologico nesta vasta região e até mesmo à escala de um país.

outro assunto, afinal não apareces-te no coloquio?

um abraço e em breve te farei uma visita.