segunda-feira, janeiro 14, 2008

ARTESANATO Vs AUTOMATISMO


Artesanato de António Dias, Idanha-a-Velha, 2007.

Num mundo alucinantemente informatizado, onde o trabalho das mãos é dispensado ou apenas se resume a um conjunto de tarefas pre-concebidas automáticamente, o artesanato é uma sobrevivência milagrosa da HUMANIDADE. Tenho um especial apreço por todos os seres humanos que diáriamente criam objectos com a imaginação...

3 comentários:

Chanesco disse...

Meu caro Eddy

Concordo plenamente e o exemplo está também no post anterior.
Nem quero imaginar as obras de arte em rendas e bordados que anonimamente são produzidas na nossa Raia.
Não sei qual é a sua ligação com o CCR e com a CMIN, mas deixo-lhe aqui uma sugestão que, caso o queira fazer, poderá tranmitir a quem de direito, para a realização de um concurso, um pouco à semelhança do que as Câmaras fazem com os consursos de fotografia. Desta forma poderão ser revelados autênticos tesouros guardados em baús e que, não sendo assim, nunca virão a ser apreciados.

Um abraço Raiano

Eddy Nelson disse...

Caro Chanesco

Agradeço-lhe imenso a excelente ideia que acabou de projectar. Estou totalmente de acordo consigo, acho que seria a par de outros concursos, uma extraordinária oportunidade de desvendar intricados segredos guardados em recônditos baús. Para além de esboçar em torno da ideia um esplêndido exercícicio museológico, seria também um amplo factor de valorização social deste grupo etário.

um abraço amigo

Profanus disse...

penso nestas artes de minúcia, paciência, labor àrduo, e lembro o artesão da Serra do Caramulo, dos seus barcos , tão longe do mar, talvez viesse de lá, e do seu rádio ao lado, quando desfiava, puxava, rematava e tinha não só o sorriso da venda, como do saber fazer... se for mais longe, atravessar o num voo doméstico mar, chrgarei à Madeira e encontrarei o impossivel, o que fazia parte dos enxovais de minhas irmãs, toalhas bordadas à luz intensa do candeeiro, os olhos gastos certamente. O construtor de naus de Sezimbra, jovem aventureiro, no que gostava de fazer... e o preço de tudo por nada, de todos o e todas que assim laboram , e se lamentamde os filhos nãos o seguirem...
Os bordados e tudo o mais visto como folclore de um mundo em desaparecimento sem que deles se guarde uma memória, e tudo às vezes colocado no esvasiamento de um museu que quer apresentar obra e segue o modelo dominante , ond se riem viajantes, ou recordam com desprazer , preferindo as grandes superfícies , o andar de cá para lá no eterno carro.... cordialmente
José R. Marto