terça-feira, janeiro 22, 2008

OS BURLHOES DE MONSANTO





Burlhões, Café Caldeira, Monsanto, 2007.

É na remota aldeia de Monsanto (Idanha-a-Nova) que se fazem estes enchidos tão especiais. Chamam-lhes "Burlhões" e são elaborados com o bucho da cabra e enchido com a mesma carne conjuntamente com hortelã. Quanto à confecção deste singular cozinhado que apresento, foi uma gentileza e amabilidade do Sr. José Correia e da sua esposa. A quem neste preciso momento lhe estiver a crescer água na boca, faça uma visita a Monsanto e procure pelo Café Caldeira e pela sua respectiva especialidade.

5 comentários:

Joaquim Baptista disse...

Têm bom aspecto, mas se houver outro prato prefiro.

Abraço

Joaquim

Anónimo disse...

Caro amigo
Deve ser bom... e com hortelã... pergunto sim senhor pelo Sr . Caldeira...
Boa ideia esta, de apresentar também sabores em vias de desaparecimento... e viva a memória gustativa de Monsanto...
cordialmente
jdrmarto

Chanesco disse...

Caro Eddy

Confesso que nunca provei tal, segundo dizem, iguaria.
Esteve para acontecer na romaria da Sra da Azenha, mas, pelo que percebi, uma avaria no congelador da Com. de Festas originou a deterioração do produto e não houve burlhões para ninguém.
Pagou o ensopado, os burlhões ficam para a próxima!

Abraço raiano

Manjedoura disse...

Possa, se isto são burlhões e têm bom aspecto, eu vou ali e já venho!
Burlhões são feitos com os buchos lavados e não assim.
Hortelã é próprio dos maranhos da região de sertã e proença-a-nova, os burlhões são feitos com serpão (sub-espécie de tomilho)

Eddy Nelson disse...

Amigo "manjedoura" (acho este nick fantástico!!).

Quanto ao seu comentário, antes de mais, bem hajas pela sua explicação acerca de um produto tradicional da sua região, que tanto aprecio. relativamente ao facto de este corresponder ao não ao genuíno, ao original, ou à cópia, ou à imitação, etc..quanto a mim, isso não tem grande valor. interessa sim, questionar o porquê dos Monsantinos o fazerem desta maneira, com este aspecto, com este saber-fazer. Pois, nada, mas mesmo nada, se encontra na sua pureza original, tudo se apreende através de multiplos contactos, multiplas redes, multiplos olhares. apresento-lhe um exercicio interessante: experimente perscutar todas as receitas de enchidos da sua região, ou da sua aldeia, e irá se surpreender com a tamanha diversidade de modos de os fazer, de os temperar, de os preparar, de casa para casa, de vizinho para vizinho, de lugar para lugar..

um abraço.