sexta-feira, outubro 17, 2008

...escritos...


(Arabesques : heurtoirs et tirants de portes de diverses époques (1877))


As folhas amareladas poisadas ao acaso do destino naquele espaço já anunciam o Outono. A tarde chega ao fim com pautados chilreares. Aqui e ali ouvem-se os rasgantes ruídos dos motores dos carros. Algumas nuvens ocupam a faixa norte do cabeço. Esta quietude é apenas aparente e resulta de uma combinação cósmica, difícil de decifrar, onde todos os organismos vivos e, porque não os mortos, percepcionam sensorialmente os diversos ciclos diários. E desta mágica decifração, vão também eles adaptando-se à mudança de todas as coisas perecíveis e não perecíveis. A lua dá uma volta ao céu em 27, 32 dias e o sol num ano. Tudo se revela como consequência de tudo.

eddy chambino, décimo dia.

quinta-feira, outubro 16, 2008



john lennon - mother

domingo, outubro 12, 2008

(gilbert garcin-face au vide:le fantaisiste)


a opção certa...a fantasia!

sexta-feira, outubro 10, 2008

(gilbert garcin)


"the consequences"

um artista plástco extraordinário

quarta-feira, outubro 08, 2008



neste jazigo insondável e triste
onde o destino me degredou já
e onde não entra um raio de alegria
a sós com a noite, companhia má

Baudelaire

terça-feira, outubro 07, 2008


(fotos eddy, 2008)

mais lugares da morte...

segunda-feira, outubro 06, 2008




(Fotos Eddy, 2007)


...e o luto nas suas multiplas formas de o manifestar...esse processo que todos os elementos de uma familia, de um grupo, de uma casa sofrem, essa transformação, esse tempo de poluição, de interdição de qualquer manifestação de alegria, essa mudança de estado, enfim...o luto esse velho poluidor da vida...

domingo, outubro 05, 2008

pensar a morte...

(foto eddy.2008)

quais os sentidos para os rituais associados à morte? ...um deles é pensar os mortos como um grupo, uma comunidade...que continua a "viver/participar" no limbo momentâneo deste mundo...





sábado, outubro 04, 2008

sebastião salgado...um dos meus fotografos preferidos...


...mundo animal...



domingo, setembro 28, 2008

um conto...(RELEMBRADO)






Joaquim, o Grande




A luz parda de um dia qualquer de Outubro encobria o velho palheiro de granito num imenso oceano de monotonia. Lá dentro, dormia Joaquim, O Grande, conjuntamente com o colossal vazio de nenhuns pertences. Deste vazio, apenas se destacava a sua motorizada. Uma Saches Fuego gasta, cansada de tantas quedas e acrobacias. Porém, mantinha-se exemplar em tudo o que qualquer outra motorizada podia fazer de melhor. O Joaquim costumava dizer do alto dos seus 2 metros e 8 centímetros que esta tinha a particularidade de conhecer demasiado bem o seu dono, assim como as estradas e caminhos de pó por onde circulava. Sim, o Joaquim media 2 metros e 8 centímetros. Tinha uns braços finos e compridos, desajeitados e umas mãos que mais faziam lembrar duas enormes raízes desconexas e desarticuladas do corpo que as sustia. As suas pernas faziam lembrar as de uma cegonha. E desde o alto, oscilava um pequeno crânio desproporcional a todo este monumento, que era o seu desconexo corpo. Quando conduzia a sua motorizada, os joelhos atrapalhavam e roçavam no volante, que ele teimava em inclinar para trás. Era um autêntico alienígena que no imenso ruído se fazia transportar a toda a velocidade pelas estradas da Vila. Apenas pelo sôfrego ruído da motorizada cansada e gasta a subir as íngremes rampas da encosta da Vila, toda a gente já sabia que era o Joaquim, O Grande, na sua motorizada Saches Fuego bege-gasto. Depois, entrava na taberna e pedia uma mini sagres e dobrava aquele colossal tronco sob o balcão e ali ficava até já mal articular as palavras devido à dose excessiva de minis que tinha bebido. Abandonava a taberna imitando um velho tronco de uma árvore contorcida e arrancava na sua motorizada com a ajuda das compridas pernas, arrastando-as como duas muletas. E assim evitava alguma queda mais que prevista. Para além deste percurso quotidiano, o Joaquim era um homem triste e sozinho. Não tinha família e vivia num palheiro emprestado pela caridade de um dos seus cúmplices de bebedeiras. Sempre que ultrapassava a volumetria de uma simples bebedeira, silvava alfabetos estranhos e chorava até cair inanimado. O mundo não tinha lugar para aquele colossal corpo caído desarticulado na calçada húmida. Eram necessários pelo menos cinco homens para o levantar e o sentar decentemente num dos bancos corridos de madeira da taberna. Passados estes árduos trabalhos, já sentado, adormecia como uma criança abandonada. Todos na taberna ficavam ali a admirar o monstro que dormia como uma criança triste.
Nunca ninguém lhe ouviu uma única palavra de lamento, mesmo quando lhe aconteciam as maiores desgraças, ou seja, quedas da motorizada, falta de dinheiro, falta de roupa, etc. Respondia sempre ao mundo com um desmesurado sorriso proporcional ao seu corpo. Numa manhã de Junho aquele colossal corpo sucumbia dentro daquela triste casa, no meio de um velho colchão coberto com uma manta gasta. Morte natural escreveu o médico. Minutos antes de fechar os olhos para todo o sempre teve um daqueles fatídicos pressentimentos e decidiu de vez disparar… uma velha máquina fotográfica que lhe tinha dado há muitos anos um velho amigo emigrante. Mais tarde, quando o Lúcio decidiu recolher todos os destroços do que restava desta gigante vida, encontrou a velha máquina pousada num pequeno apoio ao lado da sua cama. À saída da loja de fotografia, à medida que caminhava ia folheando cada uma daquelas enigmáticas imagens. Destas, apenas guardou uma que lhe pareceu visualizar, embora de uma forma desfocada, o rosto sorridente do Joaquim. O resto deitou fora. Foi com este enigmático sorriso que o Joaquim se tinha despedido da vida e que agora, por iniciativa de todos os seus companheiros da taberna, pairava em cima da sua solitária sepultura, encaixilhado numa pequena moldura. Na taberna dizia-se que até na morte o Joaquim tinha sido Grande, pois não havia sorriso no cemitério como o do Joaquim, O Grande. 




quinta-feira, setembro 25, 2008

DIÁRIOS ALZHEIMER

(um dos muitos exercicios que efectuei com a minha mãe)


"...não me peçam para eu fazer as coisas, eu não sou capaz!!!"

domingo, setembro 21, 2008

21 SETEMBRO - DIA DO DOENTE DE ALZHEIMER


a minha mãe faleceu há cerca de um mês com esta terrivel doença, tinha apenas 63 anos, para que muitos possam ter o apoio que eu e a minha irmã não tivemos, façam-se sócios desta preciosa causa, associem-se aos doentes e familiares de alzheimer, pois...a união faz a força. para que hajam mais ajudas estatais, para que se constituam grupos de apoio psicologico aos familiares mais directos destes doentes, principalmente aqueles que vivem longe dos grandes centros urbanos, para que se instaurem instituições de acolhimento especializadas nestas doenças nas capitais de distrito e porque não nas aldeias, onde a calma e serenidade imperam etc..etc..etc... a todos os que já sofreram uma perda destas...animo...uma oração...


sábado, setembro 20, 2008

TRIBUTE TO R. WRIGHT




(Pink Floyd - us and them)


...mais uma perda para este mundo terreno...R. Wright, fundador dos miticos Pink Floyd, partiu deste mundo aos 65 anos...

O INTERIOR DE UMA CASA DE CAMPO

rosmaninhal, 2007.



o registo sempre atento destas arquitecturas vernáculas...uma casa de campo abandonada, com todos os sinais das inúmeras vivências que por ali passaram. admirável este barro que cobre os interiores, uma protecção ecologica ancestral. procurar este saber-fazer já é uma tarefa quase inglória..

sexta-feira, setembro 19, 2008

mais objectos...


interiores domésticos...

quinta-feira, setembro 18, 2008

OBJECTOS

(Ti Zé Pequeno, Pastor, Toulões. 2007)


o universo pastoril no interior da casa do pastor...

quarta-feira, setembro 17, 2008

ARQUITECTURAS DE TERRA

(jarandilla de la vera-espanha)

as fascinantes arquitecturas de terra (adobe)...



terça-feira, setembro 16, 2008

ARQUITECTURA TRADICIONAL

(casa em granito, idanha-a-nova, 2008)


extraordinária, esta casa em granito, erguida sob um robusto afloramento de granitos. aos mestres destas arquitecturas quase eternas...

domingo, setembro 14, 2008

MAIS RAIA...

(cegonhas-portugal)


paisagens canículas...

sábado, setembro 13, 2008

DA RAIA...


(estrada de Membrio-Espanha)

tamanha é a força da ideia preconcebida de fronteira, linha, limite, raia..etc..tudo se torna liminal, até mesmo a mais quotidiana das paisagens canículas. tenho interesse em aprofundar esta ideia de uma cartografia liminal. seria o mote de partida para um exercicio interessante: como se vive a ideia de fronteira sem fronteira nos dias de hoje? como se representa nos imaginários esta materialidade? e as cartografias como se lêem ou interpretam? 




quinta-feira, setembro 11, 2008

sábado, setembro 06, 2008

EM MEMÓRIA DO PEDRO ORNELAS



nestes últimos dias atravesso oceanos de dor...... e é neste contexto de perdas, que quero exprimir aqui as minhas mais profundas palavras para um amigo que partiu deste efémero mundo. com o pedro, também ele antropólogo, editor da Agenda Adufe da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, troquei muitas impressões, vivemos em intensidade o fascinio por este mundo rural...até já amigo, porque uma vida é apenas um momento e nada mais!

 ...que a tua alma descanse em paz...as minhas sentidas condolências aos seus familiares.

quinta-feira, setembro 04, 2008

DO ECOLÓGICO...

Soalheiras, 2007.

acho extraordinário esta capacidade inventiva, este forjar duma modernidade ou pós-modernidade que parece não ter qualquer efeito em alguns locais ermos desta construção doentia duma portugalidade europeia, vanguardista, etc, etc...de repente, na minha proximidade territorial, alguém me pergunta se já fotografei a sua obra prima, a sua arquitectura ecológica, sustentável, funcional...mal sabe, este habitante local, que aquilo que ele sempre fez e que lhe foi transmito pelas suas gerações ancestrais, é nos dias hoje, a solução mais "vendida" para um mundo mais sustentável...admiro, venero, ausculto com um estetoscópio este mundo perdido/encontrado...

segunda-feira, setembro 01, 2008

BALANÇO DA PARTILHA CULTURAL


do acontecimento cultural ocorrido no espaço museológico dedicado à cultura pastoril da aldeia do Salgueiro (Fundão), tirei as seguintes ilações:
- só mediante este tipo de iniciativas, onde a fértil e elevada partilha de conteúdos ocorre, é que estes espaços culturais podem fazer sentido. neste caso concreto, foi um exclente exemplo, o espaço cultural tornou-se num espaço de troca de vivências e imaginários. assimilou-se na integra enquanto espaço/zona de "contactos culturais".
bem hajam a todos...

quinta-feira, agosto 28, 2008

COLÓQUIO "PATRIMÓNIOS PASTORIS. CRUZAR OLHARES"




a partilha e o debate em torno da cultura pastoril no nucleo museologico do Salgueiro....

aproveito para agradecer ao municipio do fundão (divisão da cultura) e à junta de freguesia do salgueiro o convite de participação.

(a verdade, a verdade...)

"A vida humana é apenas uma ilusão perpétua; o que fazemos é enganar-nos e iludir-nos mutuamente. Ninguém fala de nós na nossa presença como na nossa ausência. A união que existe entre os homens é fundada sobre este mútuo embuste; e poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse o que o seu amigo diz dele quando não está presente, ainda que ele fale então sinceramente e sem paixão.
O homem é apenas disfarce, engano e hipocrisia em si mesmo e para com os outros. Não quer que lhe digam a verdade e evita dizê-la aos outros; e todas estas disposições tão afastadas da justiça e da razão têm uma raiz natural no seu coração."


Blaise Pascal, in "Pensamentos"

terça-feira, agosto 26, 2008

CICLOS DO INTERIOR - TRABALHOS A PARTIR DA ALIENAÇÃO

sexta-feira, agosto 08, 2008

O PROBLEMA DA AUSÊNCIA DE GENTE

Rosmaninhal, 2008.

"desertificação", dizem... eu como acho esta palavra desasjustada, digo ausência de gente, pois um deserto é algo muito mais imponente que a simples ausência de gente...deixando a discussão dos conceitos para outros palcos, vamos ao que realmente interessa analisar. a ausência de gente nas aldeias raianas, eu diria mesmo em todo a orla interior deste tão pequeno-grande país. esta rua por exemplo na aldeia do Rosmaninhal não tem gente, é um assombro...todos temos que repensar este mundo rural que se apaga, que ideias criativas poderão relançar a vida destes lugares? é um problema sério, à escala de um país que se entretêm a rever-se apenas nas grandes cidades, e o resto? a mim entristece-me profundamente ver esta aldeia silênciada...

quinta-feira, agosto 07, 2008

ADUFE 13



mais um excelente número...

terça-feira, agosto 05, 2008

VESTIGIOS DE UMA ENCENAÇÃO FOLCLÓRICA

Monsanto, 2008.


estavamos em 1938, em plena ditadura salazarista, quando o Secretariado Nacional para a informação decide promover o "concurso da aldeia mais portuguesa de Portugal". com este evento, o regime de salazar atingia o seu pleno, ou seja, a construção ou encenação de um país feito de tradição, ordem e harmonia nos campos. são estes mesmos valores que ajudaram a promover uma identidade homogenea, dissimulando todo o tipo de diversidades regionais. neste contexto, a aldeia de Monsanto ganha o atribulado concurso. hoje, passados 70 anos, entre os habitantes locais ainda podemos ouvir ecos deste mesmo discurso, aliás, um dado curioso, foi este mesmo discurso "da aldeia mais portuguesa" que colocou esta encantadora aldeia raiana no mapa dos destinos turisticos de milhares de portugueses e estrangeiros. o meu interesse vai ao encontro da reprodução destas narrativas de promoção de uma aldeia que "é a mais portuguesa". que elementos são usados, entre os habitantes locais, para que tal promoção ainda continue a ser legitimada?

domingo, agosto 03, 2008

SOBRE OS ESPANTALHOS...


já aqui manifestei o meu fascinio pelo uso generalizado  destes "vigias" permanentes das culturas, assim como das tecnologias que os complementam e os substituiram. é na primavera que se revitaliza o seu uso, justificado pelo desabrochar das novas culturas. contudo, o uso do espantalho transporta consigo mais do que a simples protecção das aves, isto porque de fora ficam todas as pragas nocivas de insectos, vermes, etc., assim como o próprio homem como amigo do alheio. por outro lado, o espantalho é também fruto da imaginação de quem o elabora, projectando nele, esse "outro" que habita a paisagem. muitos autores viram nele o prolongamento de diversas entidades protectoras e sacralizadoras. o espantalho evoca essa alteridade, participa nesse discurso sobre o outro, pois ele, embora feito com base nos principios da nossa semelhança, ele é esse "outro" que vai intervir e afastar os males. porém, ele é também o "outro" que nos faz rir, esse palhaço feito de palha que pauta tantos rituais do calendário festivo anual. afinal, quem não se lembra da celebre representação pictórica do espantalho acompanhado dos respectivos pássaros como elementos da sua companhia  permanente, daí, o que espanta o espantalho? o antropólogo J. Pais de Brito diz-nos que "talvez a generalidade dos medos e um dos mais frequentes modos de o exorcizar: o riso".

UMA MEMÓRIA...

Molinos (Espanha), 2007.


existem lugares no mundo que uma vez vistos nunca mais se esquecem. este é um deles.

sábado, agosto 02, 2008

MAIS...

Idanha-a-Nova, 2008.

mais arquitecturas simples...em Idanha-a-Nova. o mesmo primor, o mkesmo encanto, o mesmo investimento no singelo promenor estético. quantas vidas o fizeram? hoje, permanece ali, intacta, no cerne do mundo globalizado, ausente dos projectos duma vida. 

ARQUITECTURA TRADICIONAL



casa tradicional, zebreira, 2008.


como se impõe ao nosso olhar esta arquitectura simples! o apontamento daquela entrada pintada de branco, motivo de investimento estético e social. 

quinta-feira, julho 31, 2008

JARDINS URBANOS...

jardins urbanos...o mundo das formas beliscanos constantemente...participa no nosso inconsciente...no nosso bem estar...nas nossas emoções...valia a pena repensar o mundo...

DESIGN DE SONHO...


um espanto de cadeira!!! um design encantador...

quarta-feira, julho 30, 2008

FRAGMENTOS DE UMA INVESTIGAÇÃO


(Maria Nabais, Penha Garcia)

estes são fragmentos do denominado "terreno" antropológico. ficam os rostos, os gestos, as proximidades, as duvidas, as desconfianças, enfim, nada mais salutar do que conhecer "pessoas" e "lugares". na imagem, a Ti Maria Nabais indica-me ao promenor o que são as "cobras que estão desenhadas nas pedras" (fósseis). desta forma, a investigação abrangeu este importante imaginário associado aos fósseis de Penha Garcia, que por sua vez aparece reproduzido no lendário popular da aldeia.


terça-feira, julho 29, 2008

O TREMOCINHO...

Rosmaninhal, festa de S. João, 2007.

os tremoços remetem-nos para os contextos festivos, pois pautam amiúde estas efemérides (embora cada vez menos). hoje, qualquer cervejaria dispõe deste aperitivo. é curioso, há uns dias estive numa cervejaria e à medida que iam entrando inúmeros estrangeiros, a grande maioria olhava para os singelos tremoços e de imediato acenavam ao empregado para lhes trazer também um tremocinho. o tremoço, embora não pareça, é um óptimo nutriente, apenas o excesso de sal é o menos deste delicioso aperitivo. o seu preparar encerra um conjunto de saberes especializados, desde a colheita ao seu adoçicamento, exige um conhecimento bastante apurado. no Rosmaninhal, sempre ouvi dizer que os tremoços eram adoçados com "urina de velha", isto talvez devido à coloração da água enquanto estão no processo de adoçicamento. também é nesta aldeia que este "marisco" pauta a ritualidade alimentar do dia de S. João, sendo distribuido gratuitamente conjuntamente com as tradicionais broas de S. João e os esquecidos. como estamos numa de calor, disfrutem de uma cervejinha e de um tremocinho, se possivel à beira mar, se não, escolham uma maravilhosa esplanada raiana.

JORNADAS DE MUSEOLOGIA EM IDANHA-A-NOVA: FUNÇÃO SOCIAL DO MUSEU


"O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e o grupo português do MINON – Movimento Internacional para uma Nova Museologia, estão a organizar as XVIII Jornadas sobre a Função Social do Museu, que vão decorrer no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, entre os próximos dias 25 e 28 de Setembro.
Estas Jornadas serão subordinadas ao tema “
Geoturismo, Desenvolvimento
Local e Museologia”.

Este é o local indicado para debater todas questões acerca da actual nova museologia, desta vez em território raiano...

A não perder!!!

segunda-feira, julho 28, 2008

(.?.)



Sigur Rós - Svo Hljótt

"...algo de verdadeiramente incrivel está a acontecer à minha volta..em breve...muito em breve será desmontado...desarticulado...cobardemente decifrado...uma autêntica panóplia saloia...das mais puras alguma vez vistas"

sexta-feira, julho 25, 2008

ATAPUERCA: EM BUSCA DAS ORIGENS


(Fonte: El Pais)
"Investigadores excavan en el yacimiento Gran Dolina, de Atapuerca, donde se descubrieron, en 1994, los primeros fósiles de la especie Homo antecessor, de hace más de 850.000 años."
este é o lugar...um autêntico campo de trabalho, mais, uma fábrica de conhecimento, mais, um laboratório in situ, mais, uma universidade na montanha, mais, uma experiência única. a organização deste campo de trabalho impressiona...tanto pela produção cientifica ao longo destes últimos anos, como pela dinâmica mantida através de milhares de investigadores...resultado..muito à frente!!

quinta-feira, julho 24, 2008

MUSEU CARGALEIRO



Museu Cagaleiro, Castelo Branco.
visitei e gostei...

LARÁPIOS DO PATRIMÓNIO II


passei num destes dias por Proença-a-Velha e reparei na ausência desta importante cruz que assinalava um sentido e trágico acontecimento: o da morte de um filho e de uma mãe num poço das proximidades. pelos vistos houve alguém que apagou de vez esta singularidade...

CAPELA S. PEDRO DO CACÉM

Santiago do Cacém, Capela de S. Pedro do Cacém

esta capela solitária, na encosta do belissimo castelo de Santiago do Cacém, prima pela simplicidade, emanando uma força qualquer vinda de algures.

acerca da sua história:

"O templo foi construído no século XVI, desconhecendo-se até ao momento a data do início das obras, o nome do fundador, as reconstruções ou os motivos que levaram à sua construção, por sua vez baseada num modelo caracterizado pela justaposição de dois módulos arquitectónicos diferenciados: a galilé ou nartex e a capela.A galilé ou nartex - galeria com arcadas adossadas à fachada principal - serviu em outros tempos para dar apoio aos romeiros e peregrinos das procissões e festas em honra de S. Pedro. A capela - incendiada em 1895 -, por sua vez, apresenta linhas muito simples, com portal em cantaria e óculo no frontão, definindo uma só nave abobadada e uma cabeceira composta por sacristia e capela-mor, esta com cobertura de cúpula.No seu interior pode ser observado um registo de azulejo de João Paulo II, da década de oitenta do século XX, e a imagem do orago, um S. Pedro do século XVIII." (Fonte: CMSC)


quarta-feira, julho 23, 2008

AOS ACROBATAS DE NEPTUNO




Seaworthy: Teaser Two