
(Arabesques : heurtoirs et tirants de portes de diverses époques (1877))








acho extraordinário esta capacidade inventiva, este forjar duma modernidade ou pós-modernidade que parece não ter qualquer efeito em alguns locais ermos desta construção doentia duma portugalidade europeia, vanguardista, etc, etc...de repente, na minha proximidade territorial, alguém me pergunta se já fotografei a sua obra prima, a sua arquitectura ecológica, sustentável, funcional...mal sabe, este habitante local, que aquilo que ele sempre fez e que lhe foi transmito pelas suas gerações ancestrais, é nos dias hoje, a solução mais "vendida" para um mundo mais sustentável...admiro, venero, ausculto com um estetoscópio este mundo perdido/encontrado...
estes são fragmentos do denominado "terreno" antropológico. ficam os rostos, os gestos, as proximidades, as duvidas, as desconfianças, enfim, nada mais salutar do que conhecer "pessoas" e "lugares". na imagem, a Ti Maria Nabais indica-me ao promenor o que são as "cobras que estão desenhadas nas pedras" (fósseis). desta forma, a investigação abrangeu este importante imaginário associado aos fósseis de Penha Garcia, que por sua vez aparece reproduzido no lendário popular da aldeia.

Este é o local indicado para debater todas questões acerca da actual nova museologia, desta vez em território raiano...
Sigur Rós - Svo Hljótt
"...algo de verdadeiramente incrivel está a acontecer à minha volta..em breve...muito em breve será desmontado...desarticulado...cobardemente decifrado...uma autêntica panóplia saloia...das mais puras alguma vez vistas"

esta capela solitária, na encosta do belissimo castelo de Santiago do Cacém, prima pela simplicidade, emanando uma força qualquer vinda de algures.
acerca da sua história:
"O templo foi construído no século XVI, desconhecendo-se até ao momento a data do início das obras, o nome do fundador, as reconstruções ou os motivos que levaram à sua construção, por sua vez baseada num modelo caracterizado pela justaposição de dois módulos arquitectónicos diferenciados: a galilé ou nartex e a capela.A galilé ou nartex - galeria com arcadas adossadas à fachada principal - serviu em outros tempos para dar apoio aos romeiros e peregrinos das procissões e festas em honra de S. Pedro. A capela - incendiada em 1895 -, por sua vez, apresenta linhas muito simples, com portal em cantaria e óculo no frontão, definindo uma só nave abobadada e uma cabeceira composta por sacristia e capela-mor, esta com cobertura de cúpula.No seu interior pode ser observado um registo de azulejo de João Paulo II, da década de oitenta do século XX, e a imagem do orago, um S. Pedro do século XVIII." (Fonte: CMSC)