sábado, maio 17, 2008

O MUNDO NO SEU ESTADO PURO


a necessária magia em estado puro...
tão urgente. tão necessária para que este mundo continue a ser O ADMIRÁVEL MUNDO.

sexta-feira, maio 16, 2008

ARQUITECTURA TRADICIONAL: A CASA DO SUL

Vila Nova de Sº André, 2008.

o que caracteriza esta encantadora arquitectura dita alentejana é, essencialmente, a ausência de pisos superiores. também a falta de afloramentos rochosos e a abundância de terrenos argilosos moldaram aqui um importante conjunto de técnicas de construção, as denominadas arquitecturas em terra (a construção em taipa alentejana). esta utilização de materiais mais maleáveis (calcários moles e friáveis, mármores, arenitos etc) permitiu, fundamentalmente, desenvolver um conjunto fascinante de técnicas onde se combinam magistralmente a fantasia com um saber-fazer técnico, especializado. Deste modo, constroem-se arcos, abóbodas, paredes extraordinariamente decoradas, nichos, poiais e, sobretudo, as encantadoras chaminés. com o seu devido tempo, apresentarei aqui novas tipologias.

quinta-feira, maio 15, 2008

domingo, maio 11, 2008

LE MONT SAINT-MICHEL




para contrariar os patrimónios ditos "menores", deixo-vos um belo "lugar" patrimonializado à escala das maravilhas do mundo.

UM BAILARICO PARA ANIMAR A MALTA

Estrada E. S. 2008.

esta convocatória num sobreiro junto a uma estrada alentejana para um surpreendente baile a acontecer na Fonte de Valemanhãs, fez-me pensar noutros mapas viários, nomeadamente, aqueles que estruturam o sentido do "local". fiz-me a seguinte pergunta: a quem é dirigida esta convocatória? a todos os que por aqui passam? ou só a alguns? como não tive oportunidade de confirmar, agradeço o convite, porque eu e a minha estrelinha do mar, pelo menos, sentimo-nos convidados. mas...fica para a próxima!!

sábado, maio 10, 2008

A CAMPEÃ...




Triatlo: Europeus2008 - Vanessa Fernandes pentacampeã da Europa

porque o desporto é parte integrante de qualquer ser humano, porque o desporto é cultura, porque a cultura vive-se...

segunda-feira, maio 05, 2008

VELHOS DESTINOS PARA NOVOS MAPAS DA MEMÓRIA


Rosmaninhal, 2005.

talvez, esta velha carroça do Ti Zé já não esteja no mesmo local estacionada. talvez já seja apenas um monte de sucata velha. pois a voraz dimensão do tempo tudo transforma, tudo inova, tudo adapta, etc. muitas destas velhas carroças ainda teimam em circular, em contrariar a alucinante economia do petroleo. no Rosmaninhal, assim como por todo este mundo rural, estes velhos hábitos de transporte estão praticamente no fim da sua funcional existência. contudo, estas velhas carroças ferrujentas, abandonadas, dilaceradas, esquecidas, nos recantos das velhas ruas das aldeias, participam com frequência na construção de uma memória recente ligada aos campos. participam como fortes elementos de activação desse acto de recordar, desse acto de reviver multiplas experiências de quotidianos de trabalho e de festa, de tristeza e de alegria, que são por si mesmo, elementos com uma carga identitária fortíssima. há uns dias apenas, ao analisar parte de variada informação recolhida no meus diários de campo, deparei-me com uma história de vida de uma destas velhas carroças, onde o informante me descreveu ao promenor toda a biografia da carroça, inclusive a sua possivel morte que se avizinhava. aqui estava, perante os meus olhos extasiados, a problematização de uma possivel ideia, embora ainda em estado puro, de um interessante projecto museológico.

domingo, maio 04, 2008

MUNDOS DE TERRA


(Fonte: deputydog/ shibam, Yemen)


arquitecturas em terra do Yemen, impressionante!!!

BIBLIOGRAFIA A DEVORAR


eis uma obra brilhantemente conseguida! não exitem, comprem, porque vale mesmo a pena!

sábado, maio 03, 2008

ARQUITECTURA TRADICIONAL: O ARRAIAL



Monforte da Beira, 2008.

este é um exemplar extraordinário!

como tenho sistematicamente desenvolvido , neste lugar virtual, multiplas informações acerca destas arquitecturas relacionadas com os arraiais agricolas do sul da Beira Baixa, decidi, hoje, publicar apenas uma nota:

- ao contrário dos monumentos históricos, tantas vezes fruto de controversas medidas de protecção, estudos, orçamentos exorbitantes, a arquitectura rural é claramente um parente menor, esquecida, remetida para o mais inquietante dos esquecimentos, sem ideia de projectos, sem a minima das valorizações museológicas. se fizermos o exercicio pertinente de procurar no país projectos museológicos relacionados com estas arquitecturas, depressa esta sensação se tornará numa redonda certeza.

quinta-feira, maio 01, 2008

O ANIMAL ENCENADO

(Fonte: europe-travels; fête de la transhumance - Istres)



por todo o mundo mediterrâneo, principalmente, nas comunidades de montanha, onde a transumância teve uma importância histórica, celebra-se hoje, ou melhor, "inventa-se", "constroi-se", "encena-se" hoje, um tempo passado mitico associado ao mundo pastoril. centenas de rebanhos de ovelhas e de cabras desfilam pelas ruas das aldeias em festa, conjuntamente com os seus pastores e seus respectivos cães. um verdadeiro espectáculo, onde tudo é encenado, onde os animais são promovidos a actores principais, adquirindo novos estatutos. para além de todas as derivações folcloricas que destas manifestações patrimoniais possam surgir, é de salientar o papel que podem e devem desempenhar tais manifestações para a promoção do diálogo intercultural entre o labor do pastor e a restante sociedade. tantas vezes adiado pelo factor histórico de marginalização social associada à vida solitária do pastor.

segunda-feira, abril 28, 2008

EM TORNO DO OLHAR FOTOGRÁFICO


tal como o conjunto de temáticas que o ilustram, este é daqueles catálogos que exerce sobre o olhar uma relação mágica.
sous la direction d’Yves Le Fur
auteurs :
- Yves Le Fur, directeur adjoint du département du patrimoine et des collections, responsable des collections permanentes, musée du quai Branly - Quentin Bajac, conservateur au musée national d’art moderne, Centre Georges Pompidou- Christine Barthe, responsable de l’unité patrimoniale des collections photographiques, musée du quai Branly

"L’un des points forts de la spectaculaire exposition d’un regard l’Autre, est un ensemble de 120 photographies, pour la plupart inédites, issues des principales collections ethnographiques françaises, et notamment du fonds photographique du musée du quai Branly, jamais exposé à ce jour.
À travers portraits et paysages datant majoritairement du xixe siècle, il montre comment le regard porté par l’homme occidental sur l’« autre » s’est modifié à travers la photographie ethnographique ; ces documents ont désormais acquis le statut de véritables œuvres d’art.
L’album est structuré de telle façon qu’il laisse d’abord le champ libre aux images, organisées selon les grandes parties de l’exposition (Individus, fabrication du réel, capture de l’espace…). À la suite viennent leurs « commentaires », à travers les articles de trois spécialistes, Yves Le Fur, Quentin Bajac et Christine Barthe, abordant tour à tour le statut de ces photographies et l’histoire dans laquelle il s’insère.
Cet album inaugure une série d’ouvrages qui seront consacrés aux collections photographiques du musée du quai Branly, et il est l’occasion de la publication de photographies inédites de ce nouveau fonds comme d’autres collections françaises. Il ne s’agit pas de présenter un ensemble dans son exhaustivité, mais susciter l’envie d’en voir et d’en savoir plus sur ce fonds photographique.
"

sommaire
L’Album
1. Races, spécimens, individus
2. Portraits d’atelier
3. Mises en scène d’atelier
4. Champ/hors-champ
5. Photos sur le terrain : les groupes
6. Portraits sur le terrain
7. Corps étranges
8. Terra nullius
9. Jungles
10. Rivages
11. L’allée
12. Bâtiments coloniaux
Ce que l’art désire du réelpar Yves Le Fur
Déplacementspar Quentin Bajac
Des photographies dites « ethnographiques »par Christine Barthe
Notices des photographies
Biographies des photographes
Bibliographie générale

quarta-feira, abril 23, 2008

PAISAGENS PASTORIS


Zebreira.2006.


quando falamos de património rural, surge-nos de imediato o amplo dominio das construções. reflectindo de algum modo uma representação comum ligada a uma histórica concepção monumental do património. perante tal facto, interessa-nos sublinhar que numa determinada paisagem habitada dificilmente se podem separar as construções da dita paisagem, porque se complementam, se estruturam. a presente ilustração procura alertar para a maleável paisagem humanizada que se foi construindo num território historicamente ligado às milenares práticas agrícolas e pastoris. urge reflectir sobre este amplo território humanizado, para que de um modo consistente e estruturado se possam articular todas as variantes de projectos de valorização, preservação e desenvolvimento das populações locais. um exemplo: utilizar como veículo de promoção e de protecção destas paisagens humanizadas o famoso queijo de ovelha produzido na região, conjuntamente com todo o seu "saber-fazer" ancestral.

segunda-feira, abril 21, 2008

PARA ALÉM DA MEDICINA





tantos e tantos casos de curas milagrosas, mortes inexplicáveis, presentimentos de uma morte próxima, etc., que a medicina dita convencional não consegue encontrar explicações. será que a medicina que se ensina nas faculdades ignora tantos e tantos factos que extravazam todos os dominios do convencional. onde se encaixa o "para-normal" na formação de um médico? perante tais impressionantes dúvidas, o médico Robert Bobrow, autor desta obra que vos aconselho vivamente a devorar, rompeu com todos esquemas instalados na sua profissão e decidiu investigar esta temática que tanto têm de aterrador como de fascinante.

sexta-feira, abril 18, 2008

LEITURAS URGENTES




terrain n°16 mars 1991
Savoir-faire

Embora seja uma publicação antiga, continua a ser um bom conjunto de textos de apoio sobre a temática dos "saber-fazer", agora tão em moda com as suas valorizações e legitimações como patrimónios imaterias a preservar.

O resumo:

"Aux dires des gens de métiers, c'est le "tour de main" qui fait l'efficacité du geste technique. De l'artisan-parfumeur à l'ouvrier de la réparation navale, on mesure les enjeux soulevés: transmission de métiers menacés de disparition, sauvegarde et enrichissement du patrimoine technique, participation à l'identité des groupes sociaux."

segunda-feira, abril 14, 2008

ARQUITECTURAS TRADICIONAIS



V.A. 2007.

Seria importante que, paralelamente aos projectos de inventariação do património imaterial, se conjugassem esforços, à escala do país, para revisitar os inventários elaborados pelo Museu de Etnologia, sobre arquitectura tradicional e afins, entre a década de 60 e 70.

domingo, março 30, 2008

Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial


Encomendação das almas, Medelim.


Finalmente, foi publicado esta semana o decreto lei de ratificação da Convenção para a salvaguarda do Património Imaterial. Por fim, Portugal ratificou a tão desejada Convenção. Na sequência, o Instituto dos Museus está a preparar um conjunto de iniciativas que visam estruturar os novos desafios que se avizinham. Para tal, lançou recentemente um Programa de Estágios destinado a enquadrar a participação de Licenciados em Antropologia nos projectos em curso do Departamento de Património Imaterial. Trata-se sem dúvida de uma grande oportunidade. Toca a mexer!!!

consultar: http://www.ipmuseus.pt/

... quanto à imagem que ilustra este post, trata-se de uma encomendação das almas efectuada na encantadora aldeia de Medelim (Idanha-a-Nova). Esta prática assenta, muito resumidamente, num conjunto de cânticos executados por um grupo misto de homens e mulheres (pode variar de aldeia para aldeia), geralmente vestidos de luto, que se reúnem todas as sextas-feiras da Quaresma, normalmente à meia-noite, para percorrerem os pontos mais elevados da aldeia e em cada um destes entoarem os respectivos cânticos tristes acompanhados de algumas rezas.

sábado, março 29, 2008

SOBREVIVÊNCIAS ...


V.A..2007

Gradar a terra desta forma já não é uma prática muito comum neste Portugal dito rural sem ruralidade...

A fronteira como "património"...

Aconteceu ontem na Universidade Técnica de Lisboa-ISCSP.

"A fronteira como «património»: representações da raia entre Trás-os-Montes e a Galiza"

Paula Godinho


...fica o sumário e a partilha de uma temática que nos é tão próxima no seu sentido pleno...


"Nesta apresentação pretende-se interrogar os significados do património na raia, entre os concelhos de Chaves (em Portugal) e Cualedro, Oimbra, Verín e Vilardevós (no Estado espanhol). Quando se procura, através do registo escrito, reconstituir o passado neste segmento da fronteira são múltiplos os ecos da história militar que salientam o papel de acontecimentos de âmbito nacional, principalmente na resistência aos invasores estrangeiros. O castelo, o forte, a torre de menagem enfatizados pelo discurso erudito local ou translocal, podem ser subsumidos, desvalorizados ou destruídos na memória e nas práticas sociais locais que, seguindo uma lógica de bricolage, aproveitam, sob novos formatos, a sua materialidade, ou reinventam a sua recordação. A memória local, recolhida entre os residentes das aldeias raianas, está sobretudo eivada por sofrimento, marcada por carências, ressarcida entre o épico e o picaresco dos episódios de contrabando que configuram uma estratégia de resistência. As guerras, o contrabando, com um discurso explicativo em que a fome do passado era desencadeadora, ou a emigração, com o seu cortejo de clandestinos a caminho de vários países europeus, integram essa memória sofrida."

domingo, março 23, 2008

DO OLHAR...




M., 2007.

"do olhar"...