sexta-feira, julho 06, 2007

Pinturas cantadas, arte e performance das mulheres de Naya



"A exposição mostra as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na Índia que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel. Os temas tanto retomam o reportório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.
De 5 de Julho até 31 de Dezembro no Museu Nacional de Etnologia em Lisboa.

São pinturas em folhas de papel justapostas, coladas em tecido, muitas vezes reaproveitadas de outros usos, que as torna mais flexíveis e resistentes à sua continuada manipulação. Ali se encontram representados os mais variados temas, uns retomados da tradição oral, onde divindades e personagens de toda a índole são protagonistas de histórias inúmeras vezes repetidas, outros abordam assuntos da mais próxima actualidade.
Pode tratar-se da narração de acontecimentos de grande ressonância mediática e planetária, como o ataque ao World Trade Center de Nova Iorque em 11 de Setembro de 2001, ou o tsunami de Dezembro de 2004.
Mas podem também ter o alcance de uma campanha informativa e cívica, como ocorre com a luta contra a Sida ou contra a discriminação de género, que no infanticídio de bebés do sexo feminino encontra uma das suas mais radicais e violentas manifestações.
Estamos perante uma forma de expressão e prática cultural de grande profundidade temporal, antes desempenhada por homens, mas que as mulheres foram aprendendo e utilizando como instrumento da sua afirmação e promoção económica. Para tal, tiveram de conjugar a competência técnica do desenho e da pintura com a capacidade performativa da narrativa que se consubstancia nas canções que dão corpo à pintura. Através do simples contacto com os rolos pintados percebem-se estilos pessoais, variações de linguagem e a profusa diversidade dos temas."

Publicado em 2007-06-27

(Fonte: Instituto Português de Museus- http://www.ipmuseus.pt/)






http://www.ipmuseus.pt/pt/noticias/H28699/TA.aspx

sexta-feira, junho 29, 2007

Descobertos os vestígios mais antigos da presença humana na Europa


Fonte: El Pais (Espanha)


"Un equipo de Atapuerca halla restos humanos con más de un millón de años."
"Es la primera prueba de presencia humana en Europa anterior al 'homo antecessor'"


http://www.elpais.com/articulo/sociedad/equipo/Atapuerca/halla/restos/humanos/millon/anos/elpepusoc/20070629elpepusoc_2/Tes

Meninos Gordos: contar uma história através da faiança


No museu da Guarda, até 30-06-2007.


"Trata-se de uma exposição que conta a história de dois meninos «belos, gigantes e gordos», que andaram por terras portuguesas nos anos quarenta do século XIX. Estes meninos causaram tal espanto que os nossos ceramistas pintores do séc. XIX os retrataram em vistosa faiança nortenha."

Publicado em 2007-06-06 (Instituto Português dos Museus)

quarta-feira, junho 27, 2007

Hatshepsut: a rainha das rainhas


fonte: El Pais

Ao contrário das fascinantes descobertas de arqueólogos no "terreno", esta foi talvez uma das maiores, mas no "sotão" do Museu do Cairo.

"La reina dormía en el sótano"

"Egipto asegura haber identificado el cuerpo de la faraona Hatshepsut en una momia anónima almacenada en el museo de El Cairo."


http://www.elpais.com/articulo/cultura/reina/dormia/sotano/elpepucul/20070627elpepicul_3/Tes

segunda-feira, junho 11, 2007

Arquitectura Mudejar de Teruel



A arquitectura mudéjar é sobretudo o resultado de uma convivência de diversos estilos culturais: judáico, muçulmano e cristão.

"El estilo mudéjar, resultante de la convivencia cultural de judíos, musulmanes y cristianos, se erige como estilo arquitectónico en el siglo XII en la Península Ibérica. Se caracteriza por el empleo del ladrillo como material principal. El mudéjar no supuso la creación de nuevas formas ni estructuras (como el gótico o el románico), sino que reinterpretó, a través de las influencias musulmanas, los estilos occidentales. Se acepta que el estilo mudéjar nace en Toledo, como una adaptación de los motivos arquitectónicos y ornamentales (especialmente a través de decoración con yesería y ladrillo)"

http://www.spain.info/TourSpain/Arte%20y%20Cultura/Conjuntos%

quinta-feira, maio 31, 2007

FOL & AR




Soberbo!

quarta-feira, maio 30, 2007

Arraial pastoril no Rosmaninhal




A dança da amizade ecoava nos corações alegres.

terça-feira, maio 29, 2007

Seminario: sintese dos trabalhos


Abertura do seminário: Vereador da Cultura de Penamacor; Vereador da Cultura de Idanha-a-Nova; Vereador da Cultura do Fundão.

Aqui vos deixo em jeito de sintese o ocorrido no seminário:

Abertura
Os Vereadores da Cultura de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão abriram a sessão dos trabalhos fazendo referência e destacando os debates em torno da importância destas temáticas: patrimónios, memória colectiva, paisagem cultural, turismo, desenvolvimento rural, aproximação de territórios, intercâmbios culturais, etc.

Moderadora: Drª Aida Rechena (directora do Museu Francisco Tavares Proença Junior)

Destaco a profissional dedicação com que moderou todo o seminário.


Dr. Alberto Martinho

"A transumância da Serra da Estrela para os campos da Idanha"

A comunicação estruturou-se em torno de quatro grandes pontos:

-Origens
-Trajectos
-Invernada
-Regresso

Drª Elisa Pinheiro (Museu dos Lanifícios da Covilhã)

"Cultura pastoril e museologia na Beira Interior"

Aqui foram equacionadas algumas problemáticas relacionadas com as valências e as intervenções do museu dos lanifícios em torno de um território que se estende muito para além da fronteira raiana.

Mestre Pedro Salvado (Câmara Municipal do Fundão)

"Paisagens pastoris no Concelho do Fundão: a recriação da memória"

O mestre Pedro Salvado proporcionou-nos uma das mais fascinantes viagens através das multiplas construções sociais de um território pastoril; destacando uma arqueologia da memória pastoril.

Museu da Transumância de Guadalaviar (Espanha)

Devido a impedimento institucional, os representantes deste museu não puderam estar presentes. Coube ao Centro Cultural Raiano (Eddy) a apresentação deste museu. Com base numa viagem efectuada a este museu, foram apresentadas algumas imagens acerca deste espaço museológico.

Eddy Chambino (Centro Cultural Raiano)

"Cangalhadas de pastor: do objecto sem sentido ao sentido do objecto"

O ponto de partida e/ou chegada desta comunicação foi um conjunto de objectos relacionados com a actividade da pastorícia que foram recolhidos sem qualquer enquadramento metodológico. Servindo deste modo para a problematização do sentido dos objectos nas sociedades humanas. Evidenciando-se os processos simbólicos dos objectos e seus elos de ligação com a experiência quotidiana dos grupos sociais.

ALMOÇO

Dr. Paulo Longo (Centro Cultural Raiano)

"A rede museológica d'Idanha"

Nesta comunicação fez-se um enquadramento interessante em torno da rede museológica em constituição no concelho de Idanha-a-Nova. Destacando-se o projecto do museu da pastorícia na aldeia do Rosmaninhal.

Dr. Flores del Manzano (Placência)

"La Trashumancia, modeladora de la historia y la cultura popular en el territorio extremeño"

O Prof. Flores Manzano destacou a importancia da formação do passado histórico e a identidade cultural de Espanha, a Comunidade da Extremadura em particular, na actividade ganadeira e o sistema transumante. Fez uma breve descrição da actividade transumante; a dureza do oficío pastoril, entre outros aspectos significativos da vida nas "Cañadas Reales";
Referiu ainda uma transumancia viva, pujante, em certas partes do território espanhol.

Drª Sónia Guerra (Mestranda do ISCTE)

"Arquivo digital de história oral: ferramentas essênciais para a sua constituição"

Nesta comunicação foi evidenciado a importância dos arquivos digitais de história oral nas sociedades actuais; como se fazem e como se organizam. Mostrou-se assim todo um mundo novo por descobrir e explorar que, em muitos casos, os projectos museológicos negligenciam.

Dr. David Morais

"A transumância dos gados serranos no alentejo"

Fez-se uma grande viagem através da transumância dos gados serranos no Alentejo. Tal como o Professor anunciou "apertem os cintos por que vamos viajar"; de facto, foi uma viagem alucinante pelos inúmeros documentos históricos, pelo longo trabalho de campo que o Professor foi efectuando ao longo de cerca de 10 anos, junto de pastores locais, caminhos, ruinas, etc.

Escola Superior Agrária de Castelo Branco

Destacou-se aqui, através de dois Engenheiros da instituição, todo um trabalho relacionado com a implementação e manutenção de raças de ovinos e caprinos autóctones.

A finalizar, efectuou-se uma mesa redonda com o fotógrafo profissional Valter Vinagre e o investigador local Mário Chambino, onde se destacaram os diversos olhares sobre a contemporaneidade das paisagens pastoris.

O fecho dos trabalhos ficou encarregue do presidente da Junta do Rosmaninhal, António Manuel Almeida.

BEM HAJAM A TODOS! (a sua palavra mágica)

Visita Tematica: pastores e transumancia



O pastor e o seu labor quotidiano. Assim iniciamos esta fantástica viagem nómada através das paisagens pastoris do Rosmaninhal.

segunda-feira, maio 28, 2007

A arte pastoril do Ti Domingos


Festival de musica pastoril: a extrema alegria


Rosmaninhal, ARRAIAL PASTORIL, 2007
Enquanto o mundo circulava, grandes sorrisos dançavam!

terça-feira, maio 08, 2007

Seminário internacional sobre cultura pastoril



A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, através do Centro Cultural Raiano organiza na aldeia do Rosmaninhal este brilhante seminário internacional sobre cultura pastoril. Aqui vos deixo o rascunho do programa (passivel de sofrer alterações) :

Dia 26 de Maio de 2007

Manhã

"A patrimonialização da cultura pastoril: museus e identidades"

Convidados


-Museu dos Lanifícios (Covilhã)
-Museo de la Trashumancia de Guadalaviar (Espanha)
-Centro Cultural Raiano
-Câmara Municipal do Fundão
-Drª Sónia Guerra (ISCTE, Mestranda em Ciências da Informação e Bibliotecas Digitais)

Tarde

"Transumância: história, memória e tradição"

Convidados

-Prof. Dr. Flores del Manzano (Antropólogo,Placencia-Espanha)
-Prof. Dr. Alberto Martinho (Sociólogo,Manteigas-Serra da Estrela)
-Prof. Dr. David Morais (Médico e Investigador-Évora)

Mesa Redonda

-Antigos pastores locais e Transumantes (Memórias pastoris)
-Presidente da Junta de Fernão Joanes (A dimensão festiva da cultura pastoril, o caso da festa da transumancia da aldeia de Fernão Joanes)
- Câmara Municipal do Fundão (O caso da festa da transumancia de Alpedrinha)

"Ser pastor hoje: a escola de pastores e pastoras de Fortanete (Espanha)

Debate: "Diferentes olhares sobre a contemporaneidade dos territórios"

-Valter Vinagre (Fotografo)
-Mário Chambino(Investigador local)


Final do seminário: "Musica tradicional pastoril-Ti Inês (pastora local).


21.00 - Centro Cultural Raiano (Idanha-a-Nova)- Exibição do documentários "AInda há pastores" de Jorge Pelicano.




Dia 27 de Maio

Visita temática: "Pastores e transumância"

Manhã

-Saída acompanhada de um rebanho e seu respectivo pastor e cães.
-Demonstração do pastor e seus cães: "A arte da condução do rebanho"
-Percurso pedestre pelas paisagens pastoris (12 Km)

Almoço pastoril

Workshop´s

"O saber-fazer dos pastores"

O som e o sentido: preparação de um chocalho

A arte pastoril: os artesãos hoje

Os abrigos pastoris

Arraial pastoril

Mais informações: Centro Cultural Raiano - telef. 277 202 900/ Fax 277 202 944
ccraiano@iol.pt

segunda-feira, maio 07, 2007

Uma iniciação mistérica



"No se trata de una obra más sobre Pompeya. El libro de Linda Fierz-David abunda en análisis mitológicos y en el intento de interpretar los frescos de la villa de los Misterios, una casa de iniciación para mujeres en los ritos secretos de Baco y Ariadna." (Suplemento Babelia-El País)

domingo, maio 06, 2007

A MAE




"No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e orgãos mergulhados,
a as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
(...)

Herberto Helder, O poema contínuo.

Parque Cultural de Maestrazgo



Parque geológico de Aliaga (Aragão-Espanha)

Deslumbrante!

sexta-feira, maio 04, 2007

O objecto-documento



Caneca de lata, pertencente ao Bodo de N. Senhora da Consolação de Salvaterra do Extremo.

Eis um objecto-documento, únicamente utilizado no momento festivo do Bodo (segunda-feira depois do Domingo de Páscoa). Segundo um informante local, o objecto foi mandado fazer a um latoeiro local.

À cerca da origem do Bodo:

"Por volta de 1870, os ubérrimos campos de Salvaterra foram invadidos por grande praga de gafanhotos (...) a praga indina não só roia o grão dos trigais como devorava as próprias folhas e rebentos das plantas. Maldição, diziam uns, castigo do céu lhe chamavam outros. Vá de prometer festa rija à Senhora da Consolação sempre tão solicita e bondosa, e procissão de penitência e bodo anual para ser servido a toda a pobreza e a quem mais o quisesse. Tudo sairia das ofertas de trigo, azeite, vinho e demais géneros que a terra livre da praga voltaria a dar com fartura".

BARGÃO (1945) "Monografia de Salvaterra do Extremo".

quinta-feira, maio 03, 2007

O fascínio dos objectos



(Museu de arqueologia e etnologia da universidade de S. Paulo)

Diadema KAXINÁWA (Pano) R.G. 7027

Localização - Rio Curanja, afluente do Rio Purus.
Coroa radial usada em cerimonial, confecção e uso masculino.
Material empregado - suporte de cipó flexível, taquara, fibra vegetal, tecido onde fixam penas retrizes do japú, plumas do mutum, araracanga e arara canindé.
Diâmetro máximo - 210mm.
Coletor - Harald Schultz, 1951.

sexta-feira, abril 27, 2007

O Fisico Stephen Hawking experimenta a gravidade zero


(Foto El Pais)

O Brilhante astrofisico Stephen Hawking, que sofre de esclerose amiotrófica, experimentou a graviadade zero. Esta experiência faz parte da sua preparação para uma viagem a realizar ao Espaço. Na sua extensa bibliografia destacam-se temas como o conhecimento profundo da origem do universo e a existência de buracos negros.

Bibliografia solta: "A Briefer History of Time"; "The Universe in a Nutshell";

quinta-feira, abril 26, 2007

A matança



Hoje, dificilmente se repetem as práticas sociais associadas à matança do porco nas aldeias. Porém, ficam as memórias deste momento sempre festivo. Transformam-se as práticas alimentares e os saber-fazer da carne. Modificam-se as economias domésticas e os seus transitos. Dentro das casas, transformam-se os lugares onde todo o ritual decorria, ou seja, em torno do fogo. Novos electrodomésticos, novos espaços, novos usos misturam-se com arcaicos saberes.

Casa tradicional: beira alta


Antigo lagar de vinho, Quintã (Figueira Castelo Rodrigo)

Nesta região a grande maioria das casas tradicionais incorporam antigos lagares de vinho que, em muitos casos, continuam a ser utilizados. Distinguem-se pelas janelas altas que têm ligação a um tanque interior;era por aqui que se descarregavam as uvas, para posteriormente serem pisadas.

domingo, abril 22, 2007

Claude Levi-Strauss:"Odeio as viagens e os exploradores"



Não descurando a conjectura da época, Levi-Strauss iniciava desta forma um dos seus livros mais fascinantes:

"Odeio as viagens e os exploradores. E aqui estou eu disposto a relatar as minhas expedições."

Relativamente à profissão de antropológo, inúmeras vezes embebida na mescla, aventura/viagem:

"Não há lugar para a aventura na profissão de etnógrafo; só serve para escravizá-lo, exercendo, na eficácia do trabalho, a pressão das semanas e dos meses perdidos no percurso, das horas ociosas gastas com o informante esquivo; o peso da fome, do cansaço por vezes da doença; e, permanentemente, a opressão desses mil pequenos serviços que consomem os dias em pura perda, reduzindo a vida perigosa no coração da floresta virgem a uma imitação do serviço militar...O facto de serem necessários tantos esforços e despesas inúteis para se atingir o objecto dos nossos estudos não confere qualquer valor àquilo que pode ser considerado como o aspecto negativo da nossa profissão. As verdades que vamos procurar tão longe só têm valor quando libertas dessa ganga".

CLAUDE LÉVI-STRAUSS, "Tristes Trópicos".

sábado, abril 21, 2007

Romaria da Senhora do Almurtao


Lembrança da Senhora, palheiro da horta, Idanha-a-Nova.

A romaria da Senhora do Almurtão é um dos emblemas identitários mais proeminentes do Concelho de Idanha-a-Nova, é rara a casa onde não se encontre uma figura alusiva à Santa. Com toda a sua ancestralidade telúrica, esta romaria constitui um dos temas mais aliciantes a estudar, trata-se, sem dúvida, de um facto social total. Decorre este fim-de-semana (Domingo e Segunda-feira) o seu ciclo ritualístico. Vale a pena visitar, deixar-se imiscuir na envolvência desta remota musicalidade:

"Senhora do Almurtão,
Minha tão linda arraiana,
Voltai costas a Castela,
Não querais ser Castelhana."

terça-feira, abril 17, 2007

FESTIVAL DE MUSICAS DO MUNDO - WOMAD (Cáceres)



De 9 a 12 de Maio irá decorrer na histórica e idilica cidade de Cáceres um dos maiores festivais de musicas do mundo, a não perder!

quinta-feira, abril 05, 2007

"Viva a diferença. O tesouro mais valioso dos últimos mil milhões de anos"



Exposição que analisa amplamente o conceito de biodiversidade no planeta Terra. (instituição CosmoCaixa Barcelona, Espanha).

"Viva la diferencia. El tesoro más valioso de los últimos mil millones de años
¿Qué es la biodiversidad? ¿Qué prácticas la ponen en peligro? ¿Por qué es tan importante preservarla? Responder a estas preguntas es el objetivo principal de esta exposición. Para hacerlo, el Museo nos muestra unas colecciones excepcionales de animales, vegetales y objetos de todo el mundo. La exposición pretende, a través de la observación y la experimentación, concienciar y provocar un cambio de actitud, para conseguir un mundo más sostenible y un espacio para todos.

Esta muestra plantea cuatro principios fundamentales por los que se tiene que preservar la biodiversidad: el principio ético, el estético, el económico y el científico.
Cada especie es un enigma que puede desaparecer antes de estudiarla, y podría ser la solución para un problema que todavía no ha surgido.
Proteger la biodiversidad es un deber que tenemos hacia las futuras generaciones."

quarta-feira, abril 04, 2007

Haiku


Praia de Santo André

"Em animada conversa
dois vagabundos
e um lírio"

Matsuo Bashô

domingo, março 25, 2007

To Estrelinha...



Lagoa de Santo Andre.

sexta-feira, março 23, 2007

Moinho de vento


Santiago do Cacém, S. Francisco da Serra, Moinho de Vento.

terça-feira, março 20, 2007

"Five to one"



A primavera de todas as liberdades chegou...

Um beijo cósmico do Eddy e da Estrelinha do Mar para a NINI, sobrinha mágica que faz 4 aninhos... Ode à Maria Primavera.

segunda-feira, março 19, 2007

O Fascinio da mascara: coloquio sobre os rituais de inverno com mascaras



Aqui divulgo, na íntegra, a informação publicada no site do Instituto Português dos Museus sobre este importante evento que reúne os mais prestigiados investigadores em torno dos rituais com máscara em Portugal.


"Centrado na exposição "Rituais de Inverno com Máscaras", inaugurada em Dezembro de 2006 no Museu do Abade de Baçal, este colóquio reúne o grupo de investigadores que, sob a orientação científica de Benjamim Pereira, e, tendo todos eles realizado trabalho de campo sobre a temática das festas do Ciclo de Outono-Inverno e o complexo dos mascarados de Trás-os-Montes, contribuíram para o catálogo.
Esta apresentação e debate público será também uma homenagem ao trabalho de Benjamim Enes Pereira sobre o complexo das máscaras portuguesas e em prol do desenvolvimento da Etnografia Portuguesa.
Este colóquio irá realizar-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na Torre B, auditório 1, no dia 20 de Março, entre as 9h30 e as 17h."

Programa:

9h45m - Apresentação
Clara Saraiva e Paula Godinho (FCSH)
10h - Rituais de Inverno com Máscaras
Benjamim Enes Pereira
10h30m - Janelas para o Terreno
Paulo Costa (IPM)
11h - As "loas" que contam uma festa: permanência e mudanças na Festa dos Rapazes
Paula Godinho (FCSH)
11h30m - Quando a máscara esconde uma mulher
Miguel Vale de Almeida (ISCTE)
Almoço
14h30m - "Caretos" de Podence: um espectáculo de reinvenção cultural
Paulo Raposo (ISCTE-CEAS)
15h - Percursos entre Festas
João Leal (FCSH e CEAS)
15h30m - Rapazes e almas no período invernal
Clara Saraiva (FCSH)
16h - Apresentação de filme "Rituais de Inverno com máscaras" (Laranja Azul)
16h30m - Discussão final e encerramento

segunda-feira, março 12, 2007

Arte Aborigene

Aboriginal Cave Paintings, Western Arnhem Land, Australia
© John Miles/Survival

Aos profetas do capitalismo, aos que exaltam um mundo homogéneo, global, entregue unicamente a valores económicos, esquecendo o direito à diferença dos povos da Terra. Por um mundo diverso, aqui vos deixo um trecho da arte dos aborigenes australianos.

sexta-feira, março 09, 2007

Objecto quotidiano

Artista: Romuald Hazoumé. País: Benin

quinta-feira, março 08, 2007

Arquitectura tradicional: antiga aldeia da Cubeira

Vista parcial da aldeia.

A aldeia vista de outro ângulo
Casa tradicional.

No seguimento do post anterior, revela-se hoje a outra aldeia-vitima da denomina "Guerra dos Montes". Deste remoto lugar podemos dizer que era uma povoação menor, com uma arquitectura análoga à dos Alares.
(Continua)

domingo, março 04, 2007

Arquitectura tradicional: antiga aldeia dos Alares


Vista parcial da aldeia dos Alares (Rosmaninhal).


Exemplo dos principais materiais utilizados na construção das casas.


Uma das últimas casas habitadas.

Antes de me debruçar sobre alguns aspectos interessantes da arquitectura tradicional desta aldeia, convém referir que este lugar, denominado de Alares, - situado nos limites da aldeia do Rosmaninhal - conjuntamente com o lugar da Cobeira e as Cegonhas Velhas fizeram parte de um mirabolante episódio histórico a que a imprensa da época intitulou de "A Guerra dos Montes". Em traços gerais o que ocorreu resume-se a um conjunto de confrontos entre o povo (ou parte do povo) do Rosmaninhal e os habitantes destes montes (os monteses). Tudo isto se passou entre 1923 e 1930 e a razão principal foi fundamentalmente o uso e a posse da terra. Deixarei para breve um trabalho mais minucioso sobre este acontecimento. Passemos então aos testemunhos, ou seja, à arquitectura tradicional que as muitas gerações que habitaram este lugar tiveram que deixar forçosamente. Hoje apenas restam remotas ruinas, no entanto, ainda se pode analisar a essência da sua vivência quotidiana, assente numa magra economia rural, cujo o eixo principal seria a criação de gado e os cereais de sequeiro. As construções eram análogas às do Rosmaninhal, prevaleciam as construções em xisto. Porém, como neste lugar não abundam as pedreiras de onde se retirava o xisto, os habitantes utilizavam com alguma frequência outro recurso, o barro. A grande maioria eram casas térreas, com pisos marelos, lisos, elaborados com bosta de vaca seca e barro. O costume de fazer armários no interior das paredes com prateleiras de xisto era usual. Abdicavam das janelas e das escadas exteriores, em amiúde aproveitavam a luz natural que entrava pela porta. Nas padieiras de janelas e portas ainda são visiveis pedaços de toscos troncos de azinho e em alguns casos também, como a fartura não era muita, aproveitamentos de velhos eixos de carroças. Seria interessante se se conseguisse edificar aqui neste lugar um exemplar destas casas tradicionais para que se pudesse interpretar a história social e económica deste povo.
(Continua)

quinta-feira, março 01, 2007

Zeca o grande Amigo



Não sei se isto é uma homenagem, apenas sei que estou a recordar um amigo que nunca conheci, a não ser através da musica. Comecei muito cedo a ouvir Zeca, pois tive a sorte de ter um pai, UM GRANDE PAI, com todas as letras possiveis e imaginárias, que tocava e cantava encantadoramente. Nos longos serões de inverno, era ele quem aquecia os nossos corações com as musicas do Amigo Zeca: "Os vampiros", "Chamava-se Catarina", "Venham mais cinco" e terminava com uma das minhas preferidas, "O que faz falta". Foi assim, deste modo carinhoso e sentido que me foi apresentado o Amigo Zeca, daí que hoje achei por bem escrever-lhe uma carta:

Amigo Zeca,

Não sou daqueles que teceu a sua consciência politico-social a ouvir-te cantar esses cantos de resistência e de denúncia, sou talvez, conjuntamente com a minha geração, o fruto do que veio a seguir à tua despedida. Houve mesmo quem lhe chamasse "geração rasca", mas isto é outra conversa, o que me interessa aqui dizer-te, é que foste e és um dos maiores musicos portugueses. Isto porque forjas-te admirávelmente uma obra única em todos os sentidos, plena da mais livre das palavras, Liberdade. Na tua obra ecoam tradição e modernidade, estas eram as tuas notas preferidas, daqui emanava o teu poder criativo. Com frequência ainda paira o espanto ao ouvirmos as tuas canções novas que soam a milenares convivios, misturando-se mesmo com a toda uma memória colectiva ancestral. E é precisamente desta alquimia que renasce sempre, mas sempre mesmo, essa tua força revivificadora, a chamada alma nova. Muitos têm se esquecido desta essência e remetido a tua obra para um espaço onde imperam outras forças, chamemos-lhes vagas, ocas de sentido, onde reinam circulos mágicos à volta da fogueira. Amigo Zeca, a obra que crias-te é muito mais do que isso, é a tradução pelo espirito da luta por uma grande palavra, LIBERDADE.

Amigo Zeca, "o que faz falta é animar a malta".

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Arquitectura tradicional: palheiros da aldeia das Cegonhas



Cegonhas, palheiro, 2006

Os palheiros normalmente localizam-se nas zonas limitrofes das aldeias, este exemplar é uma construção em xisto, com uma cobertura já em telha. Porém, ainda conserva o tradicional uso das lages de xisto por debaixo das telhas. Dizem os locais que em tempos estes telhados eram elaborados em colmo e giesta, só depois é que passaram a utilizar as lages de xisto e posteriormente a telha. No seu interior conservavam o feno e as alfaias agricolas. Ainda hoje, mesmo não tendo esta funcionalidade, mantêm esse aroma caracteristico do feno entranho. Era importante para estas aldeias e sobretudo para a memória colectiva de um território preservar estas arquitecturas vernáculas.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Arraial agricola


Espanha, fronteira de Segura, Arraial agricola.

Este arraial agricola encerra um conjunto de promenores que se destacam dos restantes, basta olharmos para os grandes arcos de granito das portadas do palheiro principal, para percebermos a importância deste espaço destinado ao armanezamento de fenos e/ou estábulo de vacas de trabalho. Em anexo, têm uma pequena casa de habitação e um cabanal baixo para os restantes animais (bestas, etc). Nas imediações localizam-se os tradicionais furdões para a prática da suinicultura. Pelo seu conjunto e pela sua localização (junto à estrada principal), merecia ser recuperado e valorizado.

domingo, fevereiro 25, 2007

Toponímia do outro lado da fronteira


Piedras Albas, Calle Portugalillo.

Arquitectura tradicional de Oledo


Casa tradicional da aldeia de Oledo



Na aldeia de Oledo prevalecem as casas de granito de dois pisos, com a cozinha no piso superior. Contudo, o presente exemplo com o piso superior construido em tabique também é usual. Dizem os locais que ficava mais em conta no preço dos materiais e exigia menos mão-de-obra, ou seja, era uma solução mais economica. No entanto, como estes tabiques eram, em geral, preenchidos com uma mistura de barro com palha de centeio, têm-se que equacionar outro factor, o isolamento térmico do lugar mais habitado da casa durante o rigoroso inverno beirão. Era aqui onde se passavam as frias noites ao lume e onde se situavam os exíguos quartos de dormir.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

As talhas da agua fresca


Rosmaninhal, interior de uma casa tradicional, móvel (banca), barril e talhas de barro onde se colocava a água para beber.

Tanto poderíamos dizer sobre estes tradicionais recipientes, cheios de água fresca, que povoavam as casas das aldeias. O lugar onde ficava situada a "talha da água" não variava muito, escolhia-se um lugar fesco, funcional, perto da porta de entrada da casa. O móvel onde esta encaixava também variava, nas casas mais antigas ainda se podem observar os antigos poiais de xisto onde se colocava a talha. A tapar a boca da talha estava um pequeno prato de barro, ao que se denomina de barranhão, sobre este repousava um copo igualmente de barro. A tapar o copo, colocava-se um pano de linho bordado que embelezava e o protegia dos inumeros insectos. Para além das talhas, havia outro universo de recipientes de barro que preenchiam outras funções, tais como: as bilhas, os potes, os barris, etc. Um dos factores que contribuiu para a inoperância desta prática, foi a canalização das casas. De repente ou paulatinamente, conforme os casos, todas as casas foram incorporando outros consumos (electricidade, botija de gaz e água canalizada). Isto fez com que se alterassem os interiores das casas, para integrar novos objectos que, por sua vez, foram destituindo outros. As sociabilidades também se modificaram, os quotidianos configuraram-se mediante estes novos consumos. O repetitivo trajecto de ida à fonte deixa-se de se fazer e a fonte vai ficando cada vez mais esquecida, assim como as sociabilidades que lhes estavam associadas. Veja-se a quantidade de topónimos ligados às fontes e à água, as tradicionais canções sobre as idas à fonte, os namoros que a pretexto da ida fonte se desenharam. Deste modo, a talha e a ida à fonte se conjugam, se imaginam e, sobretudo, se complementam. Haveria, contudo, ainda muito para dizer, desde as formas de beber água, de dar água a um desconhecido, a um familiar, de lavar o copo antes de o mergulhar dentro da talha, como se mergulha, etc. Também a lavagem das talhas à porta de casa, com palha, era uma prática que por si, gerava todo um discurso sobre este milenar saber-fazer. Em jeito de conclusão, veja-se como um objecto ou um conjunto de objectos, inoperantes dentro de uma casa nos pode ser útil para entender a própria casa e perceber as sociabilidades geradas no seu interior.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Os muros: um patrimonio esquecido


Carriçal, muro de xisto, quartezito e quartzo leitoso.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Arquitectura tradicional de Segura


Segura, casa de andar em granito

Nesta encantadora aldeia fronteiriça prevalecem um misto de casas ditas "baixas" e de andar. O granito é o material mais utilizado. Aparecem algumas casas similares à casa tipica do norte do concelho, ou seja, casas de andar, escuras, com as ombreiras das portas e das janelas caiadas de branco. Por dentro, as madeiras combinam com os barros e a palha para fazer os tabiques dos quartos.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Vidas: os ultimos monges de Yuste



O Mosteiro de Yuste fica situado numa das encostas da Serra de Gredos (Espanha), na comarca de La Vera (Cacéres), proximo da aldeia de Cuacos. O actual edificio foi construido sob as ruinas do velho mosteiro que serviu de residência a Carlos V nos últimos dias da sua vida (1556-1558). Hoje, o mosteiro alberga apenas sete monges que, incansávelmente, aqui se entregam ao espirito que os uniu. Visitei este silêncioso lugar no ano passado (integrado numa actividade do gabinete de turismo da CMI), este ano tornei a repetir a visita, vale mesma a pena entrar neste maravilhoso lugar e assistir a um cântico em latim proferido pelos próprios monges.

sábado, fevereiro 03, 2007

A crise ou a falsa crise??



Raramente, neste espaço virtual fiz qualquer referência a questões que tendem a afastar os vários propositos que me fizeram criar este espaço. Mas esta noticia que recebi de um grande amigo, motivou-me a abrir aqui uma excessão à regra. Estou farto de ouvir falar de crise e mais crise e mais crise. O fosso, neste país, entre os mais ricos e os mais pobres está cada vez mais fundo, mais visivel, mais declarado, mais intenso, mais crú. Este post é para os profetas da tão mal afamada crise.

"Diz o governo que há demasiados funcionários públicos de carreira e que os seus salários contribuem para aumentar o défice.

Fica aqui um bom exemplo, de entre milhares, de "racionalização de recursos" e que nos deixa perceber a razão da primeira afirmação.

Será que os sindicatos já pensaram nisto ou andam preocupados com outras coisas?"

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,

DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS

Gabinete do Ministro

Despacho n.o 24 054/2006

1—Nos termos e ao abrigo do disposto nos n.os 3 e 4 do artigo 2.o

do Decreto-Lei n.o 262/88, de 23 de Julho, nomeio o jornalista Mário

Luís da Silva Ribeiro Fernandes, assessor do meu Gabinete, para

prestar apoio na área da comunicação social e relações públicas.

2—Ao nomeado é atribuída a remuneração mensal ilíquida de

E 3450, acrescida do respectivo abono para despesas de representação

e do subsídio de refeição, bem como dos inerentes subsídios de férias

e de Natal, estabelecidos para o cargo de adjunto de gabinete.

3—Quando se deslocar em missão oficial no País ou no estrangeiro

o nomeado terá, ainda, direito aos abonos das correspondentes despesas

de transporte e de ajudas de custo no montante igual ao que

estiver em vigor para os servidores do Estado com a categoria correspondente

ao índice 710 da tabela salarial da função pública.

4—O presente despacho produz efeitos a partir do dia 1 de Novembro

de 2006, revogando o meu despacho n.o 9355/2005, de 12 de

Março, publicado no Diário da República, 2.a série, n.o 81, de 27 de

Abril de 2005.

2 de Novembro de 2006.—O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento

Rural e das Pescas, Jaime de Jesus Lopes Silva.